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Rubio diz que EUA tentaram 'diversas vezes', sem sucesso, para fazer Maduro deixar a Venezuela voluntariamente

"Ele não é alguém com quem se possa fazer um acordo”, afirmou Rubio em depoimento ao Senado dos EUA sobre a operação do Exército norte-americano no início do mês que resultou na deposição de Maduro.

Rubio afirmou também que os EUA dividiram com a Venezuela o dinheiro da primeira venda de petróleo venezuelano feita após a prisão de Maduro. Segundo ele, dos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) evantados da venda, US$ 300 milhões (R$ 1,56 tri) foram enviados para o governo da Venezuela e outros US$ 200 milhões (R$ 1,04 tri) "estão parados em uma conta".

Tropas do Exército dos EUA entraram na capital venezuelana em 3 de janeiro e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas, crimes que eles negam. Desde então, eles estão em uma prisão de segurança máxima na cidade norte-americana.

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O aspecto legal da operação em Caracas ainda é obscuro: enquanto o governo Trump afirma que a lei dos EUA foi respeitada, a ONU e a comunidade denunciaram violações do direito internacional. Em seu depoimento nesta quarta, Rubio defenderá ao Congresso a operação, ao afirmar que os EUA "prenderam dois narcotraficantes". No documento, ele chama Maduro de "narcotraficante indiciado, não um chefe de Estado legítimo".

Em um trecho antecipado pelo Departamento de Estado norte-americano mais cedo nesta quarta, Rubio falará ao Senado que o governo Trump pode depor a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, da mesma maneira que fizeram com Maduro caso ela não coopere da maneira que Washington espera. Leia mais abaixo.

Recado a Delcy: 'Pode ter mesmo destino de Maduro'

Presidente interina da Venezuela anuncia liberação de fundos congelados por sanções dos EUA

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vai avisar o Senado norte-americano nesta quarta-feira (28) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá ser deposta assim como ocorreu com o ditador Nicolás Maduro, segundo um trecho do discurso que pronunciará para os congressistas.

O chefe da diplomacia dos EUA comparecerá nesta quarta perante uma comissão do Senado para explicar a operação em Caracas que levou à captura de Maduro, em 3 de janeiro, e os próximos passos do governo Trump no país sul-americano.

Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças, "conhece muito bem o destino de Maduro", afirmará Rubio, segundo o trecho de seu depoimento, que foi divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.

"Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objetivos-chave (...) Não se enganem: como afirmou o presidente, estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem", afirmará o secretário ao Congresso, segundo o trecho divulgado.

Ex-senador republicano, o secretário Rubio aceitou testemunhar perante seus antigos colegas após semanas nas quais os democratas acusaram o governo Trump de enganar os legisladores e de exceder sua autoridade ao usar a força.

"Não estamos em guerra contra a Venezuela", garantirá Rubio. "Tudo isso foi conseguido sem a perda de uma única vida norte-americana, nem uma ocupação militar contínua". "A história oferece poucos exemplos nos quais se tenha conquistado tanto a um custo tão baixo", frisará o secretário.

As autoridades venezuelanas dizem que mais de 100 pessoas morreram, tanto venezuelanos quanto cubanos, que tentaram proteger Maduro, sem sucesso.

Trump exigiu que Delcy Rodríguez trabalhe para beneficiar as empresas petrolíferas norte-americanas.

O republicano afirmou, horas após a derrubada de Maduro, que preferia pressionar a presidente interina em vez de tentar fortalecer a oposição venezuelana e afastou sua líder, María Corina Machado, a quem chamou de "mulher muito agradável", mas que não inspira "respeito".

Após sua audiência no Congresso, Rubio terá uma reunião com Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, informou o Departamento de Estado.

Rubio, americano de origem cubana e crítico ferrenho dos esquerdistas latino-americanos, havia defendido, como senador, a oposição liderada por Maria Corina Machado.

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