A possível saída dos governadores do PSDB deve acelerar as negociações em torno da fusão do partido, avaliam integrantes do PSD e MDB, que veem o poder de barganha se esfarelando caso a cúpula tucana demore muito a tomar uma decisão sobre o destino da legenda.
Hoje, o PSDB tem três nomes à frente de governos estaduais: Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul; Eduardo Riedel, no Mato Grosso do Sul, e Raquel Lyra, em Pernambuco.
A pernambucana deve puxar a fila de ex-tucanos. Ela negocia há algum tempo uma ida para outro partido. O PSD, de Gilberto Kassab, deve ser o destino da governadora —há uma expectativa de que Raquel comande o diretório estadual da legenda.
Sob reserva, um integrante do PSD avaliou que o PSDB deveria acelerar a tomada de decisão sobre seu futuro político enquanto ainda tem como filiados os três governadores. A fusão com o próprio partido de Kassab e com o MDB de Baleia Rossi está entre as opções dos tucanos, que também conversam com Solidariedade e Podemos.
A medida é estudada em meio ao avanço da chamada cláusula de barreira (ou de desempenho), criada para comprovar a representatividade dos partidos no país.
A visão é semelhante entre emedebistas, que consideram que o PSDB precisa negociar agora sob risco de perder poder de influenciar os rumos da fusão com a possível saída dos governadores.
A aliados, Raquel sinalizou intenção de decidir seus próximos passos entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Com isso, os tucanos teriam em torno de duas semanas para agilizarem as negociações, segundo estimativas de membros do PSD.
Os outros governadores também devem fazer o cálculo político da migração de partido em breve por um motivo pragmático: as eleições de 2026. As conversas para montar chapa devem começar a ganhar fôlego já neste ano, e qualquer demora pode prejudicar a composição —caso aliados troquem de partido, por exemplo.
Presidente do PSDB em Minas Gerais, o deputado federal Paulo Abi-Ackel afirma que as articulações em torno da possibilidade de fusão devem acelerar agora em fevereiro. "Temos sido provocados pelo PSD, também pelo MDB e por outros partidos. As conversas devem ganhar mais consistência em fevereiro, quando tiver mais gente em Brasília", avalia.
Ele diz que para muitos tucanos, inclusive para os fundadores, o cenário de o partido perder força com a fusão incomoda. "Por outro lado, nós estamos diante de uma questão que eu interpreto como algo maior, que é tentar tirar o Brasil desse sistema de polarização entre os extremos e criar uma força de centro mais robusta", afirma.
Nos bastidores, lideranças tucanas afirmam que uma saída individual dos governadores poderia desvalorizá-los. Também dizem que já há alternativas para o partido após a saída de Raquel, com conversas que envolveriam a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e o presidente da Alepe (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco), Álvaro Porto, do PSDB.

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1 ano atrás
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