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Secretário de Estado dos EUA diz que regime Khamenei está 'mais fraco do que nunca'

O governo do Irã está mais fraco do que nunca e sua economia está em colapso, afirmou nesta quarta-feira (28) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A fala ocorre em meio a uma escalada militar e de pressão do governo Trump contra o regime Khamenei.

A escalada militar dos EUA contra o Irã começou há cerca de um mês por conta da eclosão de uma onda de protestos populares contra o regime dos aiatolás. Os manifestantes sofreram uma repressão sem precedentes e mais de seis mil morreram, segundo organizações de direitos humanos que monitoram a situação no país.

Questionado durante uma audiência no Senado dos EUA sobre qual seria a melhor estimativa do Departamento de Estado para o número de pessoas que podem ter sido mortas em protestos no Irã, Rubio respondeu: "Bem, certamente aos milhares". O secretário disse também acreditar que os protestos no Irã contra o regime dos aiatolás voltarão a eclodir no futuro.

'Tempo do Irã está acabando', diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou suas ameaças contra o Irã e afirmou que está disposto a uma operação militar no país caso Teerã não concorde em fechar um acordo nuclear com Washington, nesta quarta-feira (28).

"Uma enorme armada está a caminho do Irã. Ela se move rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação. É uma frota maior, liderada pelo magnífico porta-aviões Abraham Lincoln, do que a enviada à Venezuela. Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário", escreveu.

Trump disse que um novo ataque ao país será "muito pior" e que o "tempo está se esgotando":

"Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente".

Depois das novas declarações do norte-americano, o perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender:

"O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes".

Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters

Chanceler do Irã nega que EUA estejam buscando negociar

Aragchi também desmentiu o presidente dos EUA, Donald Trump, que havia dito na terça-feira que o Irã quer negociar e que o governo iraniano já teria "ligado várias vezes". Em declarações transmitidas pela TV estatal, o chanceler afirmou que não houve "nenhum contato" nos últimos dias com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e que "o Irã não buscou negociações".

“Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Abbas Araghchi após os Estados Unidos deslocarem um porta-aviões para a região.

Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.

Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 — Foto: Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA

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