Exportações ao Irã são praticamente limitadas à agricultura. O superávit do Brasil com o país do Golfo Pérsico no ano passado foi determinado, principalmente, pelas vendas de milho não moído (67,9%), soja (19,3%), açúcares e melaços (6,5%) e farelos de soja, farinhas de carnes e outros alimentos para animais (6,2%). Embora limitados, os negócios colocam o Irã como o 31º principal destino das exportações nacionais.
Quase um quarto das vendas de milho foi direcionado ao Irã. Ainda que a relação com o Brasil não seja tão abrangente, 23,1% das exportações do grão desembarcaram no país. Benny Spiewak, sócio do escritório Splaw Advogados e especialista em direito internacional, avalia que a eventual dispersão das vendas não representa um problema. "Por ser o milho uma commodity amplamente negociada, permite redirecionamento relativamente fácil para outros mercados, como China, Vietnã, Egito e Japão", observa.
Novas origens para as importações também podem ser buscadas. Com as compras com origem no Irã focadas em adubos, fertilizantes, uvas secas, nozes, frutas e pistaches, novas alternativas não se apresentam como um desafio. Gelton Pinto Coelho, titular do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais, explica que o aprendizado com o "tarifaço" do ano passado pode ser novamente utilizado pelo governo. "Os diálogos se intensificaram para manter uma boa relação com os Estados Unidos sem afetar o comércio com outros países", afirma ele.
O desafio maior em 2026 é a dependência do Brasil em relação aos fertilizantes da Rússia e à Ucrânia, países atualmente impactados por embargos e crises, o que exige a busca por outros fornecedores, entre eles o próprio Irã. Caso essa alternativa se torne inviável, será necessário identificar novas origens.
Benny Spiewak, especialista em direito internacional

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