O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde 2012
Redação
26/06/2026 09:15
| Atualizado
26/06/2026 09:42
A taxa de desocupação no Brasil chegou a 5,6% no trimestre de março a maio de 2026, mostrando estabilidade em relação ao trimestre anterior e queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado (6,2%). O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.
A população desocupada (6,1 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro a fevereiro (6,2 milhões). "A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra", explica o analista da pesquisa, William Kratochwill. No confronto com igual trimestre do ano anterior houve queda de 9,3%. Já a população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre e aumento de 0,8% no ano. O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,6%, mantendo-se estável no ano. Houve crescimento de 3,6% no grupo dos empregados no setor público, estimado em 13,1 milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior. No entanto, a alta de ocupados neste grupo, no trimestre, foi acompanhada por queda de 3,1% no rendimento médio mensal real habitualmente, equivalente a menos de R$ 172. A comparação com o trimestre de março a maio de 2025 indicou aumento de rendimento nas categorias: empregado com carteira de trabalho assinada (3%, ou mais R$ 99); trabalhador doméstico (3,8%, ou mais R$ 52) e conta-própria (4,4%, ou mais R$ 130). Ainda no setor privado, empregados com carteira de trabalho assinada, sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria também apresentaram estabilidade. A exceção é o grupo e trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas, e que na comparação com o mesmo trimestre do ano passado mostra queda de 328 mil postos de trabalho. "Em cenários de baixa desocupação, o custo de oportunidade dessa força de trabalho aumenta, gerando uma migração estrutural para postos formais em outras atividades, que oferecem melhores salários, condições de trabalho e garantias", analisa Kratochwill.

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