O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que é preciso "virar a página da desconfiança com Tarcísio [de Freitas] e Michelle [Bolsonaro]", durante evento nos Estados Unidos. Ele participa do Cpac (Conservative Political Action Conference), maior evento conservador dos EUA.
Em entrevista no Gaylord Texan Resort, ele afirmou que está feliz com a ida do pai para casa. Como a Folha mostrou, com a prisão domiciliar autorizada a Jair Bolsonaro, membros do PL e integrantes da pré-campanha de Flávio afirmaram que, com Bolsonaro em casa, Michelle influenciaria ainda mais as decisões políticas dele.
Alguns aliados de Flávio criticam a ex-primeira-dama por não ter embarcado em sua campanha. Enquanto parte dos bolsonaristas diz acreditar que a preponderância dela sobre Bolsonaro pode agravar esse racha na família, outros afirmam que, pelo contrário, Bolsonaro agora poderá agir como ponte e recompor o diálogo entre a mulher e o filho. Também disseram que a medida intensificará a participação do pai nas articulações do filho.
Flávio nega qualquer problema com a madrasta, chamou os supostos problemas familiares de "falsa narrativa" e disse que também trabalhou para que o pai fosse transferido para a prisão domiciliar. "Ele vai estar muito mais bem cuidado em casa com a Michelle, com a família, com profissionais de saúde."
"Essas falsas narrativas, como se a Michelle quisesse uma coisa e eu outra, não procedem. A gente está alinhado no mesmo princípio de evitar o desastre que seria o Brasil ter mais quatro anos governados pelo PT. Não tem absolutamente nada que possa acontecer para ter alguma mudança com relação à minha pré-candidatura", disse ele.
Ele também afastou a possibilidade de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), "volte para o jogo". O nome de Tarcísio apareceu ao longo do ano passado como possível alternativa para a disputa da Presidência, indicado por Bolsonaro. No entanto, o ex-presidente indicou Flávio para a campanha.
Sobre a relação com o pai, Flávio disse que, caso vença, o pai "não tem condições de assumir um cargo, mas, se Deus quiser, ele vai subir a rampa junto comigo em 2027". "Vai ser sempre alguém que eu vou consultar para tomar decisões, mas o candidato sou eu."
Sobre outros cargos, como vice e ministro da Fazenda, evitou citar nomes. E aproveitou para criticar o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dizendo que, em um eventual governo, vai escolher uma pessoa que "entenda de economia e infinitamente melhor do que ele".
Segundo ele, o Brasil vai sofrer "uma profunda modernização de toda a sua máquina pública" se ele vencer as eleições.
"Nós vamos promover tesouradas [sem especificar quais] para que possamos desburocratizar, revogar normas regulamentadoras, revogar essa série de decretos que existe aí para atravancar os empreendimentos que só causam insegurança jurídica."
Em relação à segurança pública e à pressão que ele e Eduardo têm feito para que o PCC e CV sejam designados como organizações terroristas pelos EUA, ele disse que não vai pedir para que o Trump faça a classificação. "Não vou pedir para o Trump designar ninguém, eu vou designar PCC e CV como terroristas. Já que o Lula não teve coragem de fazer."
O governo Lula (PT) evita a classificação por receio de que ela possa deixar empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional expostos a sanções unilaterais dos EUA. Por outro lado, a direita critica a atuação do governo brasileiro e afirma que ele faz lobby a favor das facções criminosas.
Em meio ao escândalo do caso Master, o senador negou que tente silenciar o assunto e disse que fala sobre ele "todos os dias". Entre os nomes citados no caso está o ex-chefe da Casa Civil da gestão Bolsonaro, Ciro Nogueira.
Flávio disse que Jair Bolsonaro não esteve com Vorcaro "que eu saiba" e disse que, em um eventual mandato, vai focar no combate à corrupção e disse que o escândalo é uma "conta do PT".
Em discurso na semana passada, Lula se referiu ao caso Master como "ovo da serpente" deixado pela gestão Bolsonaro. A cúpula do governo julga não ter nada a ver com o escândalo, mas avalia que a fraude tem causado desgaste à imagem da atual gestão.
Flávio e Eduardo participam juntos de uma palestra durante o Cpac neste sábado (28). Esta é a terceira viagem do pré-candidato à presidência aos Estados Unidos neste ano. Depois da agenda em Dallas, ele segue nos próximos dias em solo americano para uma agenda que não foi divulgada.

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