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Tesouro volta a recomprar títulos públicos de renda fixa para conter baixa

Para as NTN-F, foram recomprados 2,72 milhões de títulos para janeiro de 2033. O valor dessas recompras atingiu R$ 2,342 bilhões. Houve ainda a recompra de 1,7 milhão de papéis para janeiro de 2035, no valor de R$ 1,421 bilhão. Apesar de ter feito simultaneamente leilões de venda de LTN e NTN-F, o Tesouro não aceitou propostas nestes casos.

Este é o terceiro dia de intervenções extraordinárias do Tesouro no mercado. O objetivo é eliminar distorções na curva de juros brasileira, diz o Tesouro, em meio à forte pressão trazida pela guerra no Oriente Médio, que encareceu o petróleo e levou os agentes de mercado a revisarem o cenário de corte de juros no país.

Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, alguns títulos chegaram a cair mais de 10% até a última sexta-feira (13). O governo interveio no mercado na segunda e na terça (dias 16 e 17), reduzindo as perdas, afirmou o colunista do UOL, Silvio Crespo. "É normal os preços dos títulos do Tesouro variarem todos os dias, mas em menor intensidade", escreveu.

A mudança de expectativa sobre a inflação impactou as projeções sobre a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa, agora, é de que os cortes da Selic nos próximos meses sejam menores do que se imaginava. Ou seja, de que a taxa básica de juros, a médio e longo prazo, fique mais alta do que se esperava.

Com a expectativa de Selic mais alta, investidores vendem seus títulos que pagavam juros menores, com o objetivo de, agora ou no futuro, comprar papéis que paguem mais. O aumento repentino das vendas gera redução do preço dos títulos. Sílvio Crespo, colunista do UOL

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