Nome proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para uma diretoria do Banco Central, o economista Guilherme Mello foi um dos responsáveis por um documento do PT que defende mudanças no papel da autoridade monetária, ajuste no sistema de meta de inflação e regulação do fluxo de capitais.
Junto com o atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, Mello, hoje secretário de Política Econômica da Fazenda, coordenou o "Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil", publicado em setembro de 2020 pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.
O documento, elaborado como uma proposta alternativa ao governo de Jair Bolsonaro (PL), foi uma espécie de embrião do programa de governo de Lula, em 2022.
A possível indicação de Mello para uma das vagas abertas na diretoria do BC, ainda a ser confirmada por Lula, levou preocupação a agentes de mercado em razão de posições heterodoxas do economista, um dos principais porta-vozes do PT sobre o tema.
Em um dos trechos, o documento diz que "o Banco Central precisará de instrumentos adequados para cumprir seu papel institucional, que deve ser ampliado para incluir a preocupação com o nível de emprego e com a estabilidade monetária e econômica".
Outra sugestão é uma mudança no regime de metas de inflação, dando maior importância ao chamado "núcleo", que exclui preços voláteis como combustíveis, por exemplo. O modelo é utilizado por diversos países.
O plano petista pede que seja construído um novo indicador para a meta de inflação, que oriente a definição da taxa Selic, mas sem especificar qual seria esse índice.
Também há uma cobrança para que o BC se preocupe com a redução das desigualdades sociais.
"O Banco Central não pode ser alheio ao grave problema das múltiplas dimensões da desigualdade no Brasil (raça, gênero e renda)", diz o texto.
O plano pede aumento da concorrência no setor bancário e medidas para impedir a sobrevalorização do câmbio, que, segundo o diagnóstico do partido, levou a um processo de desindustrialização nos últimos 30 anos. É neste ponto que o partido defende a regulação dos capitais.
"Para retomar o desenvolvimento será imprescindível desarmar as armadilhas do passado que sustentaram longos períodos de juros altos e câmbio sobrevalorizado, adotando regulação inteligente sobre os fluxos de entrada e saída de capital e sobre as posições especulativas nos mercados futuro", diz o texto.

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