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Verdadeiro ou falso: 8 mitos sobre a VPN que você precisa saber

Uma conexão segura é o que muitos usuários buscam ao navegar na internet. Para isso, muitos recorrem à VPN (Virtual Private Network ou Rede Privada Virtual, em português). O serviço cria uma conexão privada e protegida entre o dispositivo e o servidor com uso de criptografia e mascaramento do IP. No entanto, embora o uso da ferramenta seja recomendo, ainda existem alguns mitos sobre a VPN. O serviço é ilegal? Ele garante 100% de anonimato? Usar VPN deixa a conexão mais lenta? Para responder essas e outras questões, o TechTudo preparou uma lista com oito mitos sobre o uso de VPN. Confira.

 Reprodução/Freepik/rawpixel.com Verdadeiro ou falso: 8 mitos sobre a VPN — Foto: Reprodução/Freepik/rawpixel.com

Depende. Em alguns países, como Coreia do Norte e Iraque, o uso de VPNs é ilegal. Em outros, como Estados Unidos e Canadá, não há restrições. Na China, o governo não proíbe diretamente, mas impõe limitações ao uso. Já no Brasil, não existe legislação que proíba o uso de VPNs. No entanto, utilizar uma rede virtual privada para fins ilícitos — como no caso recente envolvendo a proibição do X (antigo Twitter) pelo STF — não isenta o usuário de responsabilidades legais.

Muitas pessoas acreditam que as VPNs são exclusivas para computadores, mas isso não é verdade. Além de PCs e notebooks, é possível instalar uma VPN em smartphones, smart TVs e até videogames. O objetivo da tecnologia é garantir uma conexão mais segura em qualquer dispositivo conectado à internet.

3. VPNs protegem contra malware e vírus

Embora as VPNs sejam ferramentas de segurança, elas não oferecem proteção contra malware e vírus. A função de uma VPN é criptografar e mascarar a conexão, e não detectar ou bloquear ataques cibernéticos. Por isso, é importante manter um antivírus atualizado no dispositivo. Ao contratar um serviço de VPN, verifique se ele inclui proteção contra malware. Caso contrário, um antivírus separado continua sendo indispensável.

4. Os logs zero não coletam dados

Mesmo que uma VPN afirme ter "logs zero", isso não significa que ela não colete nenhum dado do usuário. Geralmente, essas VPNs armazenam informações mínimas, como tempo de conexão e relatórios de erros. Esses registros são utilizados para aprimorar o serviço sem comprometer a privacidade do usuário.

 Reprodução/Freepik A VPN coleta dados para aprimorar o serviço — Foto: Reprodução/Freepik

5. VPNs fornecem 100% de anonimato

Sim e não. A principal função da VPN é criptografar a conexão e mascarar o endereço IP, tornando a navegação mais segura e privada. No entanto, algumas plataformas ainda conseguem rastrear as atividades dos usuários. O Google, por exemplo, pode monitorar pesquisas feitas em seu site mesmo ao usar uma VPN. Por outro lado, a tecnologia oferece alta proteção contra o Provedor de Serviços de Internet (ISP), embora este ainda possa detectar o uso de uma VPN.

6. VPNs ignoram todas as restrições geográficas

Em alguns casos, é possível usar VPN para contornar restrições geográficas e acessar conteúdos bloqueados. No entanto, essa estratégia não é 100% infalível, pois muitas plataformas desenvolvem ferramentas para identificar e bloquear conexões vindas de VPNs. Em contrapartida, os serviços de VPN seguem aprimorando suas tecnologias para tornar a conexão mais discreta e evitar a detecção.

7. VPN torna a conexão mais lenta

É verdade que o uso de VPN pode impactar a velocidade da conexão, mas esse efeito varia de acordo com diversos fatores. Se a VPN for de boa qualidade, a redução na velocidade será mínima e praticamente imperceptível. A distância física do servidor escolhido também influencia: quanto mais distante, maior a chance de lentidão. Além disso, o tipo de criptografia adotado pode afetar a performance — protocolos mais robustos tendem a consumir mais recursos. Ainda assim, em serviços bem configurados, a perda de velocidade é quase irrelevante.

8. Todos as VPNs são iguais

Definitivamente não. Há diferenças importantes entre VPNs gratuitas e pagas. Serviços gratuitos podem usar protocolos mais antigos e carecer de recursos mais básicos. Além disso, em alguns casos, esses serviços incluem rastreadores para fins publicitários — o que vai contra o princípio de privacidade de uma VPN. Isso não significa que todas as VPNs gratuitas sejam ruins, mas a escolha desse software exige cautela. Antes de usar qualquer serviço, faça uma boa pesquisa, verifique se a VPN atende às suas necessidades e leia atentamente sobre a política de coleta de dados.

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