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Vereador revela que sofreu pressão para pagamento de propina ao Dmae

Em depoimento à CPI do Dmae nesta segunda-feira (29), o vereador Gilvani Gringo (Republicanos) admitiu ter sido coagido a pagar propina ao Departamento de Água e Esgotos (Dmae). O caso ocorreu em 2023, quando empresas do parlamentar concorreram e ganharam licitações para a realização de serviços junto ao órgão. O vereador já foi indiciado e preso por corrupção ativa no antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) em 2015. 

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Em depoimento à CPI do Dmae nesta segunda-feira (29), o vereador Gilvani Gringo (Republicanos) admitiu ter sido coagido a pagar propina ao Departamento de Água e Esgotos (Dmae). O caso ocorreu em 2023, quando empresas do parlamentar concorreram e ganharam licitações para a realização de serviços junto ao órgão. O vereador já foi indiciado e preso por corrupção ativa no antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) em 2015. 

Em depoimento confuso, Gringo contou que o pagamento de propina não era algo incomum ao órgão e que ele mesmo já pagou valores em dinheiro vivo ao Dmae. "Ou tu paga (propina) e recebe por trabalhar, ou tu trabalha e não recebe", explicou ele. Em 2023, Gringo denunciou um esquema de corrupção em contratos e licitações no Dmae ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil e sofreu ameaças de morte.

Questionado pelo vereador Rafael Fleck (MDB), Gringo afirmou que suas empresas não possuem vínculo com o município, apenas negócios de familiares, como a Safety Ambiental, coordenada por seu irmão. No entanto, Fleck expôs uma ação trabalhista que demonstra relação entre Gringo e a empresa, o que seria incompatível com o exercício da vereança. Além disso, o parlamentar confirmou que foi contratado pela prefeitura entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, o que compreende o último período eleitoral. Assim, entende-se que ele utilizou dinheiro público para financiar sua campanha a vereador. 

De acordo com o relator da CPI, vereador Fleck, haverá representação contra Gringo na Comissão de Ética da Câmara, tendo em vista as revelações ligadas ao uso de dinheiro público para a campanha eleitoral e o possível vínculo do parlamentar com empresa contratada pelo município. Para ele, a oitiva desta segunda foi a mais relevante do colegiado até o momento. 

Na visão da presidente da comissão, vereadora Natasha Ferreira (PT), o depoimento de Gringo corroborou a tese de que a autarquia passa por um processo de desmonte. Durante a sessão, alguns parlamentares solicitaram voz de prisão ao depoente, o que foi indeferido pela vereadora. "Como presidente, me neguei a fazer um pedido de prisão a ele porque acredito no Estado Democrático de Direito e no direito da presunção de inocência", comentou ela. Assim como Fleck, Natasha concorda que o caso de Gringo deve ser analisado pela Comissão de Ética. "Hoje, para mim, ele foi um réu confesso sobre crimes que ele comete dentro da administração pública."

Na próxima semana, os vereadores ouvirão os depoimentos de Alexandre Garcia, ex-diretor do Dmae denunciado por corrupção, e Agostinho Meirelles, apontando como um dos líderes do esquema. O relatório final da CPI deve ser votado no dia 16 de outubro, quando a comissão encerrará seus trabalhos. 

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