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VÍDEO: Marinha do Brasil monta hospital de campanha para atender vítimas de terremotos na Venezuela

Ao todo, 49 militares e profissionais de saúde participam da missão, entre fuzileiros navais e equipes médicas. Um novo voo com cerca de 50 integrantes está previsto para chegar à Venezuela nesta terça-feira (30) para reforçar os atendimentos.

Segundo a Marinha, a operação permanecerá no país por tempo indeterminado, enquanto houver necessidade. A missão foi inicialmente autorizada por 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15, até que a situação esteja sob controle.

O hospital conta com medicamentos, equipamentos médicos e uma área destinada à realização de cirurgias de urgência. A estrutura também dispõe de dois geradores de energia e sistema de ar-condicionado, considerado essencial para o funcionamento da unidade.

"A temperatura ajuda os pacientes e faz a manutenção das condições sanitárias. O ar-condicionado é um requisito para o funcionamento correto da instalação de saúde", explicou o comandante Leonel Mariano.

Segundo ele, a equipe iniciou o contato com os ministérios da Saúde, da Gestão de Risco e da Defesa venezuelanos logo após o desembarque para coordenar a operação. A partir de agora, caberá aos serviços de saúde locais regular o encaminhamento dos pacientes ao hospital de campanha.

Os militares brasileiros estão alojados em barracas e, segundo o comandante, têm contado com o apoio do governo venezuelano e da população local para manter a operação. A Embaixada do Brasil também providenciou a instalação de banheiros químicos para dar suporte à equipe.

A Defesa Civil da Venezuela iniciou uma campanha de divulgação dos atendimentos por meio de rádios, emissoras de televisão e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para orientar a população sobre o funcionamento da unidade.

Terremoto foi o maior em cem anos

O número de mortos desde os primeiros tremores, na última quarta-feira (24), é de 1450, segundo o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez.

Além dos tremores duplos, vários tremores secundários já abalaram a Venezuela. Nesta segunda, cinco dias após o primeiro impacto, um de magnitude 4,6, com o epicentro em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 km da capital, Caracas, foi sentido às 7h do horário local — 8h em Brasília.

O novo tremor ocorre enquanto equipes de resgate locais e internacionais correm contra o tempo para retirar sobreviventes dos escombros na Venezuela. De acordo com estimativa da ONU, há ainda cerca de 50 mil pessoas desaparecidas no país.

Mesmo com a diminuição das chances de encontrar sobreviventes a cada hora, equipes de resgate ainda conseguem encontrar pessoas vivas em montanhas de destroços, oferecendo às famílias angustiadas um breve sopro de esperança.

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