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Vinho, queijo, chocolate: acordo Mercosul-UE será melhor para classes A e B

  1. Vinho: Hoje taxado em 27%, terá sua tarifa zerada entre oito e 12 anos.
  2. Queijos e laticínios: Parmesão, queijo brie e camembert pagam hoje de 16% e 28% de alíquota. Em até dez anos, ela será zero para uma cota de 30 mil toneladas por ano. Muçarela, creme de leite e leite condensado foram excluídos, e manterão as alíquotas atuais.
  3. Chocolates e confeitos: Doces europeus pagam hoje cerca de 20% de alíquota, percentual que será zerado entre dez e 15 anos.
  4. Azeites: A tarifa atual de 10% será eliminada em até 15 anos. Para azeite de bagaço de oliva (com aliquota atualmente suspensa, mas que é de 10%), a tarifa será eliminada em quatro anos.
  5. Massas: A maioria dos produtos chegarão à tarifa zero em dez anos. Hoje pagam alíquota de até 16% dependendo do grau de processamento.

Associação que representa indústria de alimentos está otimista. Ela mira a oportunidade de produtores nacionais ganharem mercado. "[O tratado é a] chave para dar o salto de exportador de matéria-prima para exportador de valor agregado. A Europa é um mercado de 450 milhões de consumidores que queremos acessar com produtos processados nas nossas fábricas", afirmou o presidente da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), João Dornellas, durante o Global Agribusiness Fórum do ano passado.

Classes A e B vão aproveitar

Apesar da redução das tarifas de importação, cotação do euro (R$ 6,24) deve impedir desembarque de produtos muito caros. "Se a paridade fosse de um euro para R$ 3, a redução das tarifas traria uma serie de produtos europeus superiores aos brasileiros a preço acessível", diz Roberto Kanter, professor do MBA em Gestão Comercial da FGV e diretor da Canal Vertical.

Produtos que chegarão são de preço acessível por lá, mas que chegam caros ao Brasil quando importados. "Chegarão itens teoricamente supérfluos, como queijo, vinho e chocolate", diz o professor.

Ele acredita que algumas marcas populares por lá chegarão ao Brasil. "O posicionamento da [loja de roupas] Zara aqui, por exemplo, é diferente do da Europa e EUA, onde as roupas são mais baratas", diz Kanter. Ainda assim, algumas marcas premium podem tentar a sorte por aqui, mas visando um público ainda mais restrito.

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