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Vorcaro repassou R$ 700 milhões a offshore em paraíso fiscal, diz jornal

Segundo a reportagem, o Master transferiu cotas de diferentes fundos no período. Em janeiro de 2025, houve liberação de cotas do fundo Quíron por R$ 85 milhões, e em fevereiro, repasse do Fundo Saint German por R$ 66 milhões.

A maior movimentação descrita no alerta ocorreu em abril, com R$ 555 milhões. O texto diz que cotas do fundo GSR foram transferidas para outro fundo, o Krispy, no qual a holding de Vorcaro nas Ilhas Cayman aparece como cotista.

Em julho de 2025, a holding teria feito uma aplicação de R$ 314 milhões no fundo Tessália. De acordo com informações na Comissão de Valores Mobiliários citadas pela reportagem, os fundos Quíron e Tessália têm participação societária na Oncoclínicas.

Negociação com o BRB e investigações

O reforço da estrutura no exterior ocorreu em paralelo à aproximação do Master com o BRB, banco estatal de Brasília, segundo O Globo. A reportagem afirma que as tratativas para venda da instituição começaram no fim de 2024 e culminaram no anúncio do negócio em março de 2025.

A Polícia Federal apura suspeitas envolvendo operações atribuídas a Vorcaro durante as negociações. Entre os pontos investigados, diz o jornal, está a tentativa de repassar ao BRB cartas de crédito consideradas fraudadas, o que levou ao cancelamento do negócio após a identificação de que os ativos não teriam expectativa de pagamento.

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Fundos ligados ao Master compraram ações em uma operação de aumento de capital do BRB entre o fim de 2024 e fevereiro de 2025. O objetivo, segundo a reportagem, seria inflar artificialmente o tamanho do banco para facilitar eventual aprovação da aquisição pelo Banco Central.

BC bloqueia bens de offshore ligada ao controle do Master

O Banco Central rejeitou a aquisição do Master pelo BRB em setembro de 2025, apesar do anúncio feito meses antes. O jornal afirma que, mesmo com tentativas de reorganizar ativos para viabilizar o negócio, a compra não avançou.

No último dia 5 de março, o BC notificou a indisponibilidade de bens da Titan Capital Holding, atual nome da Master Holding. Segundo o comunicado citado pela reportagem, a medida ocorreu porque a offshore aparece no controle indireto do Banco Master em mapas de composição de capital produzidos pelo BC.

Pela legislação, administradores e controladores de instituições financeiras em liquidação ficam com bens indisponíveis. Isso impede a venda ou transferência de patrimônio até a apuração e a liquidação final de responsabilidades, e atinge controladores que passaram pelo banco nos 12 meses anteriores ao ato de liquidação, inclusive em controle direto ou indireto.

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