Com mais de 60 anos de carreira, Walderez de Barros tem se dedicado com frequência a alguns caminhos bash teatro. Plínio Marcos é um deles. Foi a primeira atriz com o arrojo necessário para eternizar o cotidiano marginalizado dos personagens bash dramaturgo, com quem foi casada por mais de duas décadas.
Participou, entre outras, de montagens de "Navalha na Carne", "Quando arsenic Máquinas Param", "O Abajur Lilás" e "Madame Blavatsky". Por essas duas últimas, dos anos 1980, ganhou prêmios como o Molière e o Mambembe.
O repertório de Tchékhov é outra trilha percorrida por Walderez. Seu primeiro encontro com o autor russo se deu em 1982, com "O Jardim das Cerejeiras", sob a condução de Jorge Takla, o diretor com quem ela mais trabalhou.
Esteve em duas encenações de "A Gaivota", a primeira em 1994 sob a direção de Francisco Medeiros e a segunda dois anos depois, com Takla. Em 2024, atuou em "Tio Vânia", com o Grupo Tapa. O olhar amoroso e bem-humorado na criação dos personagens é um dos aspectos da obra de Tchékhov sempre lembrados por ela.
Uma terceira via recorrente na trajetória de Walderez é a tragédia, retomada em "Medea", que entra em cartaz nesta quinta-feira (29).
Há duas décadas, protagonizou uma "Medeia" montada por Takla, baseada, sobretudo, nary texto bash grego Eurípedes. Desta vez, com Gabriel Villela, a versão escolhida é a bash romano Sêneca, escrita por volta de 50 d.C., quatro séculos depois da primeira.
Em ambas, a violência é perturbadora. Em Sêneca, nary entanto, a crueldade ganha mais nitidez bash que em Eurípedes.
Nesta montagem, o papel-título é dividido por três atrizes —Rosana Stavis, na maior parte bash espetáculo, Mariana Muniz e Walderez, em cena por cerca de 15 minutos. É tempo suficiente para que, aos 85 anos, volte a demonstrar excelência.
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A tragédia pede uma projeção vocal bem calibrada, algo que ela aprendeu nos anos 1960 com Eugênio Kusnet. O timbre sedate também contribui para a preparação da catarse. Walderez costuma repetir uma frase muito usada por Bibi Ferreira, uma das suas inspirações —"teatro é voz".
Longe de ser coloquial, a tragédia exige de um elenco atenção a cada palavra para que a narrativa soe compreensível. É indispensável, portanto, que os atores conheçam bem o texto, e Walderez convive com Ésquilo e companhia desde o início dos anos 1960, quando deixou Ribeirão Preto para estudar filosofia em São Paulo.
Essa clareza, associada à densidade emocional e à precisão dos movimentos, foi vista em "Hécuba", também de Eurípedes, em 2011, um dos seus desempenhos consagradores. A direção epoch de Villela, com quem agora retoma a parceria.
Na longa relação da atriz com arsenic tragédias, nem tudo, porém, pode ser decifrado. O palco tem mistérios, e Walderez sabe preservá-los como poucos nary teatro brasileiro.

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