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13 filmes de comédia que causaram mais polêmica do que risos

Os filmes de comédia das plataformas de streaming como Netflix, Max (antiga HBO Max) e Globoplay têm como objetivo fazer todo o público cair na risada, mas nem sempre isso é possível. Não são raros os casos onde essas produções se envolvem em polêmicas que mais causam raiva do que risos em parte da audiência. Casos envolvendo racismo, assédio trabalhista, envolvimento político e até relativização de estupro de vulnerável foram as causas que fizeram obras como Uma Escola Muito Louca (1986), Festa da Salsicha (2016), A Entrevista (2014) e Este é Meu Garoto (2012) caírem nas desgraças do público.

Por outro lado, há títulos cuja controvérsia faz aumentar o interesse dos fãs de comédia em querer vê-los, como é o caso de Banzé no Oeste (1974) e A Vida de Brian (1979). Independente do seu interesse em relembrar desses filmes, o TechTudo separou uma lista com os 13 filmes que mais causaram problemas do que risos nas salas de cinema. Em cada dica há informações sobre elenco, enredo e onde assistir a cada título.

 Reprodução/IMDb Sr. Yunioshi, de Bonequinha de Luxo (1961) ficou marcado pela forma grosseira como Hollywood tratava pessoas asiáticas — Foto: Reprodução/IMDb

Relembre as maiores polêmicas dentro do universo da comédia no cinema.

  1. Zohan: Um Agente Bom de Corte (2008)
  2. Ted (2012)
  3. Festa da Salsicha (2016)
  4. Bonequinha de Luxo (1961)
  5. A Entrevista (2014)
  6. Borat (2006)
  7. Este é o Meu Garoto (2012)
  8. Trovão Tropical (2008)
  9. Uma Escola Muito Louca (1986)
  10. Banzé no Oeste (1974)
  11. A Vida de Brian (1979)
  12. BÔNUS: Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo (2019)
  13. BÔNUS: Dogma (1999)

1. Zohan: Um Agente Bom de Corte (2008)

Falar sobre a guerra entre Israel e Palestina não parece a receita de sucesso para um filme de comédia, mas Adam Sandler (Click) resolveu dar sua visão do conflito no longa Zohan: Um Agente Bom de Corte. O personagem principal é um agente secreto israelense que, cansado de combater terroristas palestinos, decide fingir a própria morte para migrar para os Estados Unidos. O seu sonho é ser um cabelereiro de renome. Mas seu primeiro posto de trabalho é num salão comandado por Dalia, uma imigrante palestina.

Percebe-se ao fim do longa que Sandler queria dar uma mensagem de paz aos dois povos. Mas até chegar nesse objetivo, o ator protagoniza uma série de estereótipos negativos (além de cenas sexuais que são pura vergonha alheia) que fizeram o público reprovar sua "colaboração" no debate sobre o conflito político. Estrelado por John Turturro (Ruptura), Emmanuelle Chriqui (Entourage) e Nick Swardson (O Queridinho da Vovó), Zohan pode ser alugado no Amazon Prime Video, Apple TV+ e YouTube.

 Reprodução/The Movie Database Zohan se mete no tema Israel vs. Palestina com uma série de estereótipos depreciativos dos dois países — Foto: Reprodução/The Movie Database

Além de ser o criador da série Uma Família da Pesada (1999 - presente), o animador Seth MacFarlane tem algumas contribuições no cinema, a exemplo do filme Ted. Dirigido e estrelado pelo própio MacFarlane ao lado de Mark Wahlberg (Horizonte Profundo) e Mila Kunis (Cisne Negro), o longa apresenta Ted (MacFarlane), um ursinho de pelúcia que foi o melhor amigo de John Bennett (Wahlberg) na infância. Ele desejou que o brinquedo tomasse vida e crescesse junto com ele. John só não imaginava que Ted se tornasse um urso desbocado e beberrão.

Atualmente o filme pode ser visto tranquilamente na Netflix, Globoplay e Amazon Prime Video. Realidade diferente de quando Ted estreou nos cinemas brasileiros em 2012. Na época, o então deputado brasileiro Protógenes Queiroz (PCdoB) entrou com um pedido de retirada do filme alegando que a produção era imprópria para crianças. Mesmo com o aviso de que o filme era para maiores de 16 anos, o político teria levado o filho de 11 anos à sessão sem saber da classificação indicativa. Diante da negativa do Ministério da Justiça para retirada do filme, Ted liderou as bilheterias brasileiras.

 Reprodução/The Movie Database Ted sofreu uma tentativa de censura no Brasil — Foto: Reprodução/The Movie Database

3. Festa da Salsicha (2016)

Além de Ted, outro filme que parece infantil, mas está longe de ser, é Festa da Salsicha. A animação dos diretores Greg Tiernan e Conrad Vernon (ambos conhecidos pelas obras infantis Shrek 2 e Thomas e Seus Amigos) é uma espécie de Toy Story libidinoso. Os alimentos de um mercado ganham vida e realizam todo tipo de orgia quando os humanos não estão olhando. A farra sórdida acaba quando eles descobrem o que acontece após serem comprados. O filme está no catálogo do Amazon Prime Video.

Festa da Salsicha contou com as vozes dos astros Seth Rogen (Superbad: É Hoje), Kristen Wiig (Mulher-Maravilha 1984), Jonah Hill (Certas Pessoas), Bill Hader (Barry), Michael Cera (Scott Pilgrim: A Série), James Franco (127 Horas), Danny McBride (Eastbound & Down), Paul Rudd (franquia Homem-Formiga), Edward Norton (Clube da Luta) e Salma Hayek (Black Mirror). Com um elenco desses, poderia ser fácil conquistar a alta aprovação entre o público, mas não foi bem assim.

No mesmo mês de lançamento do longa, o portal americano Cartoon Brew (especializado em animações) publicou uma reportagem que denunciava regimes de trabalho opressivos dentro da Nitrogen Studios, uma das produtoras do filme. De acordo com as fontes ouvidas pelo site, a parte da equipe de animação foi obrigada por Greg Tiernan a fazer hora extra de graça; caso recusassem, entrariam numa lista negra onde nunca seriam mais contratados. O caso chegou às esferas penais e, em 2019, os animadores conseguiram o valor das horas extras trabalhadas.

 Reprodução/Amazon Prime Video A Festa da Salsicha é animação com sexo, orgias e cenas de violência — Foto: Reprodução/Amazon Prime Video

4. Bonequinha de Luxo (1961)

Uma das comédias românticas mais celebradas da história do cinema não escapou de ter controvérsias em sua produção. Estrelado por Audrey Hepburn (A Princesa e o Pebleu) e George Peppard (Esquadrão Classe A), o filme é protagonizado por Holly Golightly (Hepburn), uma acompanhante de luxo que sonha em se casar com um homem rico. Enquanto isso não acontece, a moça se envolve com Paul "Fred" Varjak (Peppard), um escritor que é o oposto de suas ambições.

Disponível para aluguel no Amazon Prime Video, Bonequinha de Luxo seria quase perfeito não fosse por um detalhe: a presença do caricato Sr. Yunioshi, senhorio do prédio de Holly interpretado por Mickey Rooney (Uma Noite no Museu). Além de realizar "yellowface" (interpretação de asiáticos por pessoas brancas), Rooney exagera tanto nos maneirismos que está longe de soar como um japonês de fato, mas sim um retrato do preconceito que muitos asiáticos sofriam nos Estados Unidos.

 Reprodução/IMDb Bonequinha de Luxo é um dos filmes de maiores sucessos de Audrey Hepburn — Foto: Reprodução/IMDb

O que deveria ser apenas um filme de comédia estrelado por Seth Rogen e James Franco acabou se tornando um conflito geopolítico entre Estados Unidos e Coreia do Norte. No enredo de A Entrevista, o apresentador de TV Dave Skylark (Franco) e seu produtor e amigo Aaron Rapaport (Rogen) são convidados para visitarem a Coreia do Norte pelo próprio Kim Jong Un (Randall Park), um fã do show comandado por Skylark. A CIA aproveita a chance para treinar a dupla em uma missão de assassinar o ditador para impedir um ataque bélico. Porém, uma série de contratempos faz com que o plano saia diferente do planejado.

Com um enredo desses, ficou claro que o líder do regime político mais fechado do mundo não gostou da obra. Antes do lançamento nos cinemas, um grupo de hackers autoproclamado "Guardiões da Paz" vazou o roteiro do longa e ameaçou provocar ataques terroristas em cinemas que o exibissem nos EUA. O ataque teria sido orquestrado pelo governo norte-coreano, segundo fontes no FBI ouvidas pela imprensa. Apesar da estreia limitada nas telonas, A Entrevista está hoje no catálogo do Max (antiga HBO Max).

 Reprodução/The Movie Database A Entrevista sofreu um ataque hacker antes do lançamento — Foto: Reprodução/The Movie Database

O comediante britânico Sacha Baron Cohen (O Ditador) já era conhecido na Inglaterra por seu humor corrosivo. Mas no filme Borat, o astro ficou famoso mundialmente a ponto de arranjar problemas ao mesmo tempo. O mocumentário coloca o personagem-título, um repórter vindo do Cazaquistão, numa uma viagem aos Estados Unidos. O intuito é aprender sobra a cultura do país. Porém, o preconceito amoral de Borat faz com que os estadunidenses revelem, sem perceber, os lados mais controversos de suas personalidades.

De todos os países que assistiram o falso documentário, só um não achou engraçado a temática de Cohen: o próprio Cazaquistão. A retratação do país como um nação pobre, ignorante, interiorana, repleta de ciganos, incestos e antissemitismo por todos os lados incomodou a nação da Ásia Central; em especial, o governo, que na época considerou o filme um "dano moral" à imagem nacional. Atualmente, o longa está no Disney+.

 Reprodução/IMDb Borat é filme de comédia, com humor ácido, estrelado por Sacha Baron Cohen — Foto: Reprodução/IMDb

7. Este é o Meu Garoto (2012)

Poucos filmes de Adam Sandler causaram tanta repulsa no público como Este é Meu Garoto. A comédia estrelada pelo astro junto com Andy Samberg (Brooklyn Nine-Nine) e Susan Sarandon (Besouro Azul) acompanha a infância de Donny Berger. Quando tinha 13 anos, o protagonista teve um caso com a própria professora e a engravidou. Anos se passam e Berger agora é uma subcelebridade falida e imatura, enquanto sua ex-professora foi presa. Mas o que Berger mais quer é se reconciliar com o filho, Todd Peterson (Samberg), um executivo certinho que está prestes a se casar.

Só de ler o enredo dá para enxergar o tamanho do problema presente em Este é o Meu Garoto. Até mesmo os fãs de Sandler, acostumados com o humor pueril do comediante, não curtiram a banalização de estupro de vulnerável cometido por professores, um tema tabu nos Estados Unidos. O longa ainda apresenta outras piadas de mal gosto envolvendo incesto e negligência paternal. Quem não tem problema em ver a comédia mesmo assim, ela está presente na Netflix.

 Reprodução/The Movie Database Esse é Meu Garoto é considerado de mal gosto até entre os fãs de Adam Sandler — Foto: Reprodução/The Movie Database

8. Trovão Tropical (2008)

Trovão Tropical faz uma paródia dos bastidores de grandes produções hollywoodianas. Estrelado por Ben Stiller (Entrando Numa Fria), Jack Black (Borderlands), Robert Downey Jr. (Oppenheimer), Matthew McConaughey (Interestelar) e Tom Cruise (Top Gun: Maverick), o filme acompanha a adaptação do livro de memórias escrito por um ex-combatente do Vietnã. Entre os atores escalados para o filme estão o decadente astro de ação Tugg Speedman (Stiller), o oscarizado e metódico ator Kirk Lazarus (Downey Jr.) e o comediante viciado em drogas Jeff Portnoy (Black).

O que deveria ser uma dos grandes dramas de guerra do ano se transforma num palco de brigas de ego, revelações de farsas e conflitos com um grupo guerrilheiro de tráfico de drogas. Disponível gratuitamente no Mercado Play, Trovão Tropical teve um lançamento bem-sucedido nos cinemas. Entretanto, o longa causou polêmica posteriormente devido ao uso de blackface pelo ator Robert Downey Jr., que se defendeu na imprensa alegando que o recurso foi usado para fazer uma crítica ao apagemento de atores negros no cinema.

 Reprodução/The Movie Database Papel de Robert Downey Jr. reacendeu debate sobre blackface nos cinemas — Foto: Reprodução/The Movie Database

9. Uma Escola Muito Louca (1986)

Ainda falando sobre o tema do blackface, é preciso voltar no tempo e resgatar do limbo o filme Uma Escola Muito Louca. Estrelado por C. Thomas Howell (E.T. - O Extraterrestre) e disponível no Mercado Play, o filme é centrado em Mark Watson (Howell), um estudante branco e mimado que não consegue financiamento do pai para entrar na faculdade. Então ele decide se fingir de negro para fraudar o sistema de cotas da instituição. Mark acha que a vida dos estudantes cotistas não é tão difícil. Sua visão é transformada quando ele conhece Sarah Walker, uma colega negra que sofre racismo.

Logo no lançamento a comédia foi alvo de protestos de grupos de direitos civis. Representantes da causa alegaram que a produção usava o blackface para reforçar representações racistas da comunidade negra (o que acontece a cena abaixo, onde Mark se veste de cafetão e come uma melancia, dois estereótipos raciais dos EUA). Tanto C. Thomas Howell, que quase teve a carreira arruinada por conta do filme, quanto Rae Dawn Chong (Comando para Matar), que interpreta Sarah Walker, defenderam a produção a definindo como "antirracista".

 Reprodução/The Movie Database C. Thomas Howell quase teve a carreira arruinada por conta de Uma Escola Muito Louca — Foto: Reprodução/The Movie Database

10. Banzé no Oeste (1974)

As discussões sobre o racismo também estiveram presentes em Banzé no Oeste, faroeste de comédia estrelado por Gene Wilder (A Fantástica Fábrica de Chocolates), Cleavon Little (Corrida Contra o Destino), Harvey Korman (Eunice) e Mel Brooks (Primavera para Hitler). Presente no Oldflix, o longa é protagonizado por Bart (Little), um ex-ferroviário que se torna o xerife de uma cidade abertamente racista. Sua única ajuda para conter um criminoso que ameaça a região vem de Waco Kid (Wilder), um pistoleiro beberrão, cínico e branco.

Quando se trata de preconceitos raciais, Banzé no Oeste é tão irreverente que muitos espectadores ficaram confusos sobre as verdadeiras intenções da obra. Por muitos anos, a produção dirigida e estrelada por Mel Brooks causou desconforto por retratar situações que muitos chamariam hoje de "racismo recreativo". Hoje, no entanto, críticos em cinema afirmam que a comédia na verdade ridiculariza e denuncia a discriminação presente nos Estados Unidos do final do século XIX.

 Reprodução/The Movie Database Banzé no Oeste é cheio de piadas que beiram ao racismo — Foto: Reprodução/The Movie Database

11. A Vida de Brian (1979)

A irreverência diante de qualquer símbolo sagrado da cultura ocidental sempre esteve presente nas esquetes do grupo britânico de comédia Monty Python. Com base nisso, o grupo lançou em 1979 seu filme mais controverso: A Vida de Brian. A história tem como protagonista Brian, um jovem da Galileia que nasceu no mesmo dia e do lado de Jesus Cristo. Assim como aconteceu com o Rei dos Judeus, Brian se torna um líder messiânico, mas a partir de eventos ridículos que estão fora do seu controle.

Numa época em que comédias religiosas não eram comuns no cinema e TV, representantes da Igreja Católica rechaçaram o conteúdo de A Vida de Brian, forçando os comediantes Graham Chapman (O Pirata da Barba Amarela), John Cleese (franquia Harry Potter), Terry Gilliam (Os Doze Macacos), Eric Idle (Shrek Terceiro), Michael Palin (Um Peixe Chamado Wanda) e Terry Jones (Absolutamente Impossível) a se explicarem publicamente. Hoje, o filme se tornou uma referência do gênero da comédia, inspirando outras produções que usam da religião como tema. Está presente na Netflix.

 Reprodução/IMDb A Vida de Brian faz uma referência cômica ao surgimento do cristianismo — Foto: Reprodução/IMDb

12. Bônus: Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo (2019)

A Vida de Brian deixou um legado no Brasil, como pôde ser visto no lançamento do especial A Primeira Tentação de Cristo, do Porta dos Fundos em parceria com a Netflix, no natal de 2019. Estrelado por Fábio Porchat (Evidências do Amor), Gregório Duvivier (A Vida Invisível) e Antonio Tabet (O Palestrante), um Jesus Cristo homossexual volta para casa junto com o namorado após passar 40 dias no deserto, só para descobrir uma festa surpresa de aniversário onde é revelado que Deus é seu verdadeiro pai.

O lançamento do especial causou, literalmente, uma explosão de revolta entre alguns espectadores religiosos. O prédio do Porta dos Fundos sofreu um atentado à bomba no dia 24 de dezembro do mesmo ano. O agressor, Eduardo Fauzi Richard Cerquise, chegou a ser preso em setembro do ano seguinte. A produção também sofreu uma breve censura no Rio de Janeiro em janeiro de 2020, voltando posteriormente quatro meses depois. Hoje, no entanto, A Primeira Tentação de Cristo está fora do catálogo da Netflix.

 Reprodução/The Movie Database A representação cômica de Jesus feita pelo canal Porta dos Fundos rendeu processos e até atentados terroristas contra o grupo — Foto: Reprodução/The Movie Database

Mesmo com a ascensão das plataformas de streaming e aluguel em todo o mundo, é praticamente impossível encontrar o filme Dogma em qualquer serviço desse tipo. O filme dirigido por Kevin Smith (O Balconista) e estrelado por Ben Affleck (Batman vs. Superman), Matt Damon (Talentoso Ripley), Salma Hayek, Alan Rickman (franquia Harry Potter) e Chris Rock (Todo Mundo Odeia o Chris) recebeu tantas desaprovações da Igreja Católica em seu lançamento que isso desmotivou a divulgação do filme até mesmo em DVDs, com pouquíssimas cópias sendo vendidas na Internet.

O filme é protagonizado pelos anjos Bartleby (Affleck) e Loki (Damon), que são banidos do Paraíso por Deus e mandados à Terra. Para conseguirem retornar aos céus, eles precisariam passar pela porta de uma igreja que assim seriam perdoados. Mas isso mudaria o Cristianismo como conhecemos por mostrar que Deus é falível. Os dois então bolam um plano de destrição da humanidade junto com um 13ª apóstolo negro, dois profetas, uma musa inspiradora e uma descendente de Jesus que trabalha numa clínica de aborto.

 Reprodução/The Movie Database Dogma causou tanta polêmica que hoje está indisponível no streaming — Foto: Reprodução/The Movie Database

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