Conseguir uma boa conexão de Internet nem sempre é fácil no Brasil — especialmente para quem mora longe dos centros urbanos. Em áreas rurais, ribeirinhas ou até em bairros mais afastados, o sinal de celular costuma oscilar ou, simplesmente, não existe. A fibra óptica, então, é quase um luxo. Segundo o IBGE, cerca de 19% dos domicílios nas zonas rurais brasileiras ainda estavam desconectados em 2023. Em quase 5% dos casos, o serviço sequer estava disponível na região. Os dados mostram que, para muita gente, estar online ainda depende de adaptação, criatividade e, muitas vezes, de soluções coletivas.
Embora a Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, já cubra praticamente todo o Brasil, o preço da conexão ainda é salgado — e está fora da realidade de boa parte da população. A boa notícia é que dá para contornar a falta de sinal com soluções mais simples, baratas e, em muitos casos, feitas com apoio da própria comunidade. Nas linhas a seguir, o TechTudo mostra cinco alternativas que podem levar Internet até lugares onde o sinal parece não chegar. Confira.
5 formas de conseguir Internet onde o sinal não chega — sem gastar uma fotuna — Foto: Reprodução/fauxels 5 formas de conseguir internet onde o sinal não chega (sem gastar uma fortuna)
O TechTudo reuniu, em seis tópicos, as principais alternativas para quem vive em regiões afastadas e ainda enfrenta dificuldades para se conectar. No índice a seguir, veja todos os assuntos que serão abordados ao longo da matéria.
- Operadoras regionais oferecem planos baratos e maior cobertura local
- Amplificadores de sinal e antenas
- Redes comunitárias e Wi-Fi compartilhado
- Iniciativas públicas e sociais
- Internet via rádio em regiões afastadas
- Consulte a cobertura da sua região
1. Operadoras regionais oferecem planos baratos e maior cobertura local
Enquanto as grandes operadoras focam nos grandes centros urbanos, quem mora em cidades menores ou em áreas mais afastadas tem encontrado nas operadoras regionais uma alternativa real para se conectar. Segundo dados da Anatel, essas empresas já estão presentes em mais de cinco mil municípios brasileiros em 2025 — ocupando justamente os espaços que as gigantes ainda não alcançam.
Operadoras regionais ampliam a infraestrutura para levar internet a mais regiões do país — Foto: Freepik/awesomecontent Entre as mais conhecidas estão a Brisanet, que atua no Nordeste; a Unifique e a Fale, no Sul; e empresas como abcRede, Giga+ Fibra e Predialnet, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Elas oferecem planos de Internet residencial com preços mais acessíveis, muitas vezes abaixo de R$ 100 por mês, e contam com uma vantagem: o atendimento local costuma ser mais ágil e menos burocrático do que o das operadoras nacionais.
Além disso, essas empresas têm investido pesado na ampliação da rede de fibra até a casa (FTTH) e, muitas vezes, firmam parcerias com prefeituras para levar conexão a bairros mais distantes ou comunidades sem infraestrutura.
2. Amplificadores de sinal e antenas
Em muitos lugares afastados, o sinal de celular até aparece, mas vive oscilando. Às vezes funciona só em um canto da casa, perto da janela ou no alto de um móvel. Para esses casos, uma solução prática é usar antenas externas e repetidores de sinal. Vale ressaltar que eles não criam conexão nova, mas ajudam a captar melhor o que já existe e distribuir para o restante do ambiente.
As antenas externas costumam ser instaladas em pontos mais altos, como no telhado, e servem para captar o sinal 3G ou 4G da torre mais próxima. Elas podem ser direcionais, quando apontam para um ponto específico, ou omnidirecionais, que buscam o sinal em todas as direções. O funcionamento depende da localização e da topografia do terreno; por isso, pode ser útil conversar com um técnico antes de instalar.
Após captar o sinal com a antena, é possível usar um repetidor para espalhar essa conexão em casa. Há modelos com fio e sem fio, para todos os bolsos. O Haiz HZ-300M, por exemplo, pode ser encontrado a partir de R$ 44,15 na Amazon, e cobre até 50 m². Para quem busca algo mais estável, o TP-Link RE200, que já traz conexão dual-band (funciona em 2,4 GHz e 5 GHz) e suporte a redes Mesh, aparece por R$ 158 no Mercado Livre.
Se a ideia é ter algo mais completo, o Intelbras Twibi Force Plug, vendido por a partir de R$ 192,69 na Amazon, tem cobertura de até 80 metros quadrados e aguenta até 30 dispositivos conectados ao mesmo tempo.
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3. Redes comunitárias e Wi-Fi compartilhado
Em alguns lugares, quando nenhuma operadora chega, é a própria comunidade que "dá um jeito". As redes comunitárias de internet são uma alternativa real em zonas rurais, remotas e até comunidades indígenas onde a infraestrutura é limitada — ou simplesmente inexistente.
Funciona assim: um ponto principal da rede recebe o sinal de Internet — que pode vir via fibra, rádio ou satélite —, e esse acesso é compartilhado entre os moradores, com ajuda de roteadores, cabos ou links ponto a ponto. O custo é dividido, o sinal alcança mais casas e todo mundo sai ganhando.
Compartilhar a conexão é solução em locais onde operadoras não chegam — Foto: John Schnobrich/Unsplash As redes costumam ser organizadas por associações de bairro, ONGs ou até moradores que se juntam para resolver um problema comum. Um exemplo é o trabalho da Coolab, organização que ajuda comunidades a montar e manter este tipo de rede, oferecendo capacitação e até apoio técnico.
4. Iniciativas públicas e sociais
Em muitas regiões do país, o acesso à Internet tem chegado por meio de iniciativas públicas e sociais. Um dos principais exemplos é o programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações, que oferece conexão via satélite gratuita para escolas públicas, unidades de saúde e espaços comunitários. Até 2024, mais de 25 mil pontos de acesso foram instalados em áreas remotas, do interior do Nordeste à floresta amazônica.
Iniciativa do governo federal já instalou mais de 25 mil pontos de Wi-Fi gratuito — Foto: Reprodução/Telebras Outro exemplo é o projeto Conexão Povos da Floresta, que leva Internet a comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas da Amazônia. A iniciativa já conectou mais de mil comunidades e pretende alcançar mais de 4 mil até 2025.
Por fim, algumas prefeituras e governos estaduais também mantêm projetos próprios de inclusão digital, com Wi-Fi aberto em praças, telecentros, postos de saúde e centros culturais. Vale a pena conferir com a prefeitura ou com a secretaria estadual de inovação se já existe algo ativo na sua cidade.
5. Internet via rádio em regiões afastadas
Pode até parecer coisa do passado, mas a internet via rádio ainda é uma das opções mais viáveis para quem mora em regiões afastadas. Este tipo de conexão funciona por meio de antenas instaladas em torres locais, que transmitem o sinal diretamente para a casa do usuário, onde há um receptor específico.
A principal vantagem está na instalação rápida e no custo mais baixo, já que não exige cabeamento. Os planos costumam começar em torno de R$ 30 por mês, com velocidades que variam entre 5 e 20 Mbps — o suficiente para navegação, videochamadas e streaming em qualidade baixa.
Tipo de antena usada na transmissão de internet por rádio — Foto: Divulgação/Aquario Por outro lado, a qualidade da conexão pode oscilar dependendo do clima, da distância até a torre e da chamada “visada” (a linha reta entre o ponto de transmissão e a antena do usuário). Mesmo assim, em muitas localidades, este é o único tipo de Internet disponível — e pode funcionar bem para necessidades básicas.
Consulte a cobertura na sua região
Antes de escolher a melhor alternativa, é importante saber o que realmente está disponível onde você mora. A dica é acessar o Mapa de Cobertura da Anatel e digitar o CEP da sua localidade. A plataforma mostra, de forma visual, quais operadoras atendem sua área, além de indicar se há fibra óptica, internet via rádio, 4G, 5G ou outras tecnologias. A consulta é gratuita, rápida e pode ajudar a comparar opções antes de fechar qualquer plano — especialmente se você estiver em uma região afastada ou com cobertura limitada
Mapa de Cobertura da Anatel — Foto: Reprodução/Murilo Fraga 🎥 Starlink vale a pena mesmo? Veja detalhes e fatos sobre a Internet do Elon Musk
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Nota de transparência: o TechTudo mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a maio de 2025.

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7 meses atrás
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