▶️ Contexto: No centro da polêmica está o interesse de Donald Trump pela Groenlândia, território oficialmente ligado à Dinamarca. O presidente dos Estados Unidos já disse que quer comprar a ilha e afirmou não descartar uma saída militar.
- Trump afirma que a Groenlândia precisa ser controlada pelos Estados Unidos por razões de segurança nacional.
- A Groenlândia tem governo autônomo e já recebeu autorização da Dinamarca para realizar um referendo sobre independência. O atual governo local descarta qualquer associação aos EUA.
- Com o aumento das tensões, o primeiro-ministro da ilha afirmou que a população deve se preparar para uma possível invasão militar.
- Lideranças europeias defendem a autonomia da Groenlândia diante das ameaças dos EUA.
As tensões aumentaram no sábado (17), quando Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 10% a oito países europeus que não apoiaram o plano norte-americano de comprar a ilha. A medida afeta Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.
Em reação, Macron afirmou nas redes sociais que as ameaças tarifárias eram inaceitáveis. No dia seguinte, a União Europeia realizou uma reunião de emergência, na qual a França sugeriu o acionamento de um instrumento anticoerção, conhecido como “bazuca comercial”.
- 👉 A bazuca comercial permite a imposição de tarifas mais altas sobre produtos dos EUA, além de restrições a investimentos, serviços e comércio com empresas norte-americanas.
“Vamos tentar construir grandes coisas”, escreveu Macron. “Posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos, em Paris, na quinta-feira à tarde. Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem”, continuou.
Horas depois, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Macron disse que “não é momento para imperialismos e colonialismos” e defendeu que a União Europeia não se curve à “lei do mais forte”. Sem citar Trump, o presidente francês criticou o “bullying” de um país contra o outro.
Trump respondeu em um evento com jornalistas na Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos disse que não vai comparecer à reunião do G7 proposta por Macron e que o país terá várias reuniões sobre a Groenlândia em Davos.
Trump discursará no Fórum Econômico Mundial na manhã desta quarta-feira (21).
Macron segura no braço de Trump antes de corrigi-lo, na Casa Branca, em 24 de fevereiro de 2025 — Foto: REUTERS/Brian Snyder
Líderes europeus discursaram ao longo da terça-feira no Fórum Econômico Mundial tentando projetar força do continente. No entanto, ainda não está claro como a União Europeia deve reagir às ameaças de Trump.
- Além da chamada “bazuca comercial”, o bloco avalia aplicar um pacote de tarifas de 93 bilhões de euros sobre importações americanas. A medida pode entrar em vigor já em fevereiro.
- Autoridades também destacaram a importância de reduzir a dependência europeia dos Estados Unidos, principalmente na área de segurança.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que uma “mudança sísmica” torna necessário construir uma “nova forma de independência europeia”.
O enviado comercial norte-americano ao Fórum Econômico Mundial disse que uma eventual decisão da União Europeia de acionar a bazuca comercial “não seria prudente” e teria “consequências naturais”.
Já o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que uma solução sobre a Groenlândia será encontrada para garantir a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa.
Enquanto isso, em Washington, ao ser questionado por um repórter sobre até onde estaria disposto a ir para adquirir a Groenlândia, Trump respondeu: “Vocês vão descobrir”.
Trump fala à imprensa após cúpula da Otan na Holanda — Foto: Piroschka Van De Wouw/Reuters
A disputa em torno da Groenlândia também provocou uma crise na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No início do mês, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos Estados Unidos à ilha representaria o fim da aliança militar.
- Segundo o jornal, o Pentágono quer que os EUA deixem grupos consultivos da aliança.
- A medida foi descrita pelo Post como um sinal do presidente Donald Trump de reduzir a presença militar americana na Europa.
Ainda conforme a reportagem, os planos do governo dos EUA devem afetar ao menos 30 estruturas da Otan, incluindo Centros de Excelência responsáveis pelo treinamento de forças da aliança em diferentes áreas de guerra.
“Ninguém fez mais pela Otan. Acho que a maioria das pessoas diria isso. Você poderia perguntar ao secretário-geral, mas já dissemos isso”, afirmou.

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