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Centrais sindicais aderem ao movimento pelo fim da escala 6x1 e defendem redução de jornada

As maiores centrais sindicais elaboraram posicionamento conjunto em defesa do fim da escala 6x1 e da redução das jornadas de trabalho sem diminuição dos salários.

Em carta obtida pelo Painel, elas destacam que a última redução da jornada de trabalho aconteceu na Constituição de 1988, quando passou de 48 horas para 44 horas.

O texto é assinado pelos presidentes de CUT, Força Sindical, UGT, CSB, Intersindical, Pública e NCST.

"Com o avanço da automação e mudanças tecnológicas no processo de produção, o mundo do trabalho já não é o mesmo de 1988. Já está mais do que na hora de reajustar essa jornada, sem reduzir os salários e os empregos", diz o texto.

As centrais afirmam que a "viralização" do tema nas redes sociais "mostra que se trata de um forte anseio da classe trabalhadora."

"Os brasileiros querem mais qualidade de vida, bem-estar e menos doenças ocupacionais. Querem, enfim, trabalhar com base em relações mais humanizadas. Isso é possível e é mais do que justo", completam.

A carta ainda diz que experiências de redução de jornada em outros países mostram que há aumento de produtividade do trabalho e estímulo à criação de novos postos.

"Nossa luta é para que a automação resulte em mais tempo livre e nunca em desemprego. É pela valorização do trabalho formal, com registro em carteira, para que mais trabalhadores sejam contemplados com as conquistas sindicais e legais. E é pelo fortalecimento das entidades sindicais, que garantirão na prática do dia a dia a implementação dos direitos trabalhistas conquistados à base de muita luta e resistência", conclui.

Em um primeiro momento, as centrais sindicais tiveram posicionamento reticente em relação à campanha que viralizou nas redes sociais. Como mostrou o Painel, CUT e Força seguiram o posicionamento de Luiz Marinho, ministro do Trabalho, e destacaram que a lei não deve abordar turnos de trabalho, como o 6x1, mas sim a redução da jornada.

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