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Com governo acelerando gastos, BC vai reforçar freio da Selic, diz Anbima

Inflação oficial fica mais longe do teto da meta. Nas projeções atualizadas, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechado para 2026 foi revisado de 4,9% para 5,4%, ainda mais acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, que é de 4,5%.

Já a economia vai crescer mais que o esperado. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a mediana das projeções dos 26 economistas da Anbima foi revisada de 1,8% para 2%.

Do lado das contas do governo, as estimativas pioraram em relação ao tamanho da economia. Para o resultado do setor público nominal, ou seja, a diferença entre receitas e despesas, incluindo pagamento de juros, o saldo negativo esperado para este ano aumentou, de 8,58% para 8,84% do PIB.

Inflação não cede

Juros precisam ficar elevados por mais tempo porque inflação voltou a acelerar. Segundo o economista da Anbima, Fernando Honorado, também economista-chefe do Bradesco, o ambiente de preços tem piorado de forma consistente nos últimos meses, citando o IPCA acumulado em 12 meses, que saiu de 3,8%, em abril, para 4,7%, em maio.

A inflação está piorando, e as projeções do nosso grupo consultivo de macroeconomia refletem isso. Em março, a gente previa uma inflação fechando 2026 em 3,9%; agora projeta a mediana aponta para um IPCA já de 5,4%, muito acima do teto da meta. Merece atenção ainda que as projeções também pioraram para 2027 e 2028, mostrando uma preocupação maior com os efeitos secundários dos choques deste ano. Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco

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