Comida caseira segue em alta, mas o tempo para prepará-la nem sempre acompanha. É aí que a panela de pressão elétrica ganha destaque. Mais silenciosa, segura e prática, ela virou aliada na cozinha — da refeição principal à sobremesa. Só que, apesar do visual moderno e da promessa de praticidade, muita gente ainda tem dúvidas sobre como ela funciona, o que muda entre os modelos e como usar de verdade.
Para esclarecer tudo isso, o TechTudo preparou um guia direto ao ponto. Explicamos o que realmente importa na hora da compra — como capacidade útil, tipo de tampa e sistema de segurança —, mostramos os diferenciais das principais marcas e ainda damos dicas certeiras para preparar arroz e feijão com perfeição. Confira!
Como usar a panela de pressão elétrica Electrolux, Philco, Mondial, Midea e mais? Veja passo a passo para o — Foto: Letícia Rosa/TechTudo Guia para entender - e usar - melhor a panela de pressão elétrica
- Como funciona a panela de pressão elétrica?
- O que dá para fazer na panela de pressão elétrica?
- Como usar a panela de pressão elétrica Electrolux, Mondial, Philco e mais
- Como fazer arroz na panela de pressão elétrica?
- Como cozinhar feijão na panela de pressão elétrica?
1. Como funciona a panela de pressão elétrica?
O funcionamento da panela elétrica é parecido com o da panela de pressão tradicional: um líquido é aquecido até virar vapor, que, sob pressão, acelera o cozimento. Assim, a grande diferença está no nível de controle. Enquanto o modelo convencional depende do fogão e de atenção constante, a elétrica opera num sistema fechado e automático, que permite que a água ultrapasse os 100 °C habituais, criando um ambiente pressurizado que penetra melhor nas fibras dos alimentos — e em muito menos tempo.
Para ter uma ideia, as versões mais avançadas chegam a alcançar até 80 kPa de pressão, quase o dobro das panelas clássicas. Por isso, carnes duras ficam macias rápido e grãos cozinham de modo uniforme. Mas essa eficiência não vem só da pressão: começa na base, com a resistência elétrica. Nos modelos mais simples, o calor é concentrado em um ponto, enquanto as versões premium usam sistemas de aquecimento em anel ou circunferencial, que espalham o calor por toda a cuba, evitando pontos frios.
O controle de temperatura também evoluiu bastante. Isso porque um microprocessador interno ajusta automaticamente a potência da resistência, com base em dados de sensores de pressão, calor e vedação. O resultado é uma temperatura estável, e sem precisar de ajustes manuais. Então, quando o tempo programado acaba, a panela desliga sozinha e libera a pressão de maneira controlada, garantindo que o preparo continue seguro, mesmo se você não estiver por perto.
Componentes da panela de pressão elétrica — Foto: Reprodução/Oster Outro diferencial são os recursos de segurança integrados, que impedem acidentes de diversos tipos. Entre eles, várias válvulas independentes, sensores que travam a tampa e sistemas que impedem o funcionamento se alguma peça não estiver bem encaixada.
Além disso, as funções extras tornam a panela elétrica ainda mais versátil: dá para refogar antes de começar o cozimento, manter os alimentos aquecidos por horas e escolher modos automáticos para carnes, legumes, arroz e feijão — tudo isso com poucos comandos no painel.
2. O que dá para fazer na panela de pressão elétrica?
A panela de pressão elétrica funciona quase como um multicooker. Extremamente multifuncional, o que limita as receitas é mais o tamanho da cuba — que costuma variar entre 3 e 6 litros — e a criatividade de quem cozinha. Além dos clássicos arroz e feijão, ela prepara carnes, frango desfiado, mingau, pudim, milho e até iogurte.
Também vale destacar que muitos modelos vêm com receitas pré-programadas, que ajustam automaticamente tempo, temperatura e pressão de cada prato. Ou seja, o próprio sistema cuida dos detalhes mais importantes do cozimento, dispensando a necessidade de ter grandes habilidades culinárias para obter bons resultados.
Panela de pressão elétrica Elgin — Foto: Divulgação/Elgin 3. Como usar a panela de pressão elétrica Electrolux, Mondial, Philco e mais
De modo geral, a estrutura dos modelos é parecida, mas cada marca traz diferenças importantes no painel, nos programas automáticos e na construção. A Electrolux, por exemplo, aposta em design clean e painel digital touch, com sensores inteligentes nos modelos mais recentes. A Philco, por sua vez, oferece modelos com botões físicos, mais simples, mas com bom custo-benefício e tampas com travas intuitivas. Já a Mondial foca na robustez, com cubas espaçosas e controles simples.
Para usar, o passo a passo é simples: coloque os ingredientes, selecione a função (feijão, arroz, carne, etc.), ajuste o tempo ou a pressão, se o modelo permitir, e espere. Quando o preparo acabar, a panela deve emitir um aviso sonoro. O vapor é liberado automaticamente ou por um botão, dependendo do modelo. Em alguns casos, é possível liberar a pressão manualmente, abrindo a válvula com cuidado para não se queimar.
Durante o uso, fique atento a recursos como aviso de tampa aberta, sensor de sobreaquecimento e opção de manter aquecido. Além disso, independente da marca, é importante verificar regularmente as vedações de silicone (que duram cerca de 12 a 18 meses) e manter a válvula de escape de vapor desobstruída. Ignorar esses cuidados pode comprometer o funcionamento e a vida útil da panela.
A panela elétrica é simples de usar, basta adicionar os ingredientes e configurar o tempo de preparo — Foto: Divulgação/Polishop 4. Como fazer arroz na panela de pressão elétrica?
O arroz perfeito depende de precisão — e é aí que as panelas elétricas realmente se destacam, já que a maioria vem com uma função específica para isso. O segredo começa na medida certa: normalmente, usa-se uma xícara de arroz para duas de água, mas essa proporção varia conforme o tipo de grão. Para o arroz branco tradicional, a dose ideal é cerca de 1:1,2 (água para arroz), enquanto o integral pede 1:1,8 para hidratar bem as fibras mais firmes.
Com tudo na cuba, é só apertar o botão correspondente e deixar a panela cuidar do resto. Se o modelo não tiver essa receita pré-programada, basta programar de 20 a 25 minutos na função de cozimento lento. O arroz sai soltinho, com textura uniforme e sem grudar — desde que a vedação da cuba esteja correta e o revestimento antiaderente em bom estado. Também é importante evitar exageros de óleo ou temperos muito gordurosos, pois eles podem prejudicar o sistema de vedação.
Arroz na panela de pressão elétrica — Foto: Reprodução/Tudo Gostoso 5. Como cozinhar feijão na panela de pressão elétrica?
O feijão é o grande clássico da panela de pressão, e na versão elétrica ele fica ainda mais saboroso e rápido. Isso acontece graças aos ciclos de pressão controlados que muitos modelos oferecem: em vez de manter a pressão constante, eles fazem pequenas variações que ajudam as fibras do grão a se expandirem e absorverem temperos sem desmanchar.
Para começar, deixe o feijão de molho por pelo menos 8 horas — esse passo é opcional, mas reduz bastante o tempo de cozimento e ajuda na digestão. Depois, escorra e coloque o feijão na cuba com o dobro da quantidade de água, ou siga as recomendações do fabricante. Para uma receita simples, junte os grãos, água, uma pitada de sal (cuidado com o excesso, que endurece o feijão) e uma folha de louro.
Com a função “feijão” ativada, a panela leva de 25 a 35 minutos, em média, para cozinhar. No fim, o vapor é liberado automaticamente ou por botão, dependendo do modelo. O ponto ideal é quando o grão está macio, mas ainda inteiro. Uma dica extra: modelos com potência acima de 1000 W atingem a pressão ideal cerca de 20% mais rápido, economizando tempo e energia. Também fique de olho no tipo do grão — feijão preto e fradinho cozinham mais rápido, enquanto o carioca e o mulatinho exigem um tempo maior.
Feijão feito na panela de pressão elétrica — Foto: Reprodução/Wap Após o cozimento, deixe a pressão sair naturalmente. O caldo costuma engrossar por conta própria, mas você pode reforçar isso batendo uma parte do feijão no liquidificador e devolvendo à panela. Também é importante lembrar que o limite de capacidade da cuba precisa ser respeitado. As marcações internas ajudam a manter as proporções corretas, que são fundamentais não só para o resultado da receita, mas para a segurança e o bom funcionamento da panela.
Com informações de Wap, MECS Org e Ask IFAS
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