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Desemprego fica estável, balanço de pagamentos, dívida pública

Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio, menor nível para o período desde 2012

  • O IBGE divulgou a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Mensal referente ao trimestre encerrado em maio, com taxa de desocupação de 5,6%. O indicador ficou estável em relação aos 5,8% do trimestre finalizado em fevereiro e caiu 0,6 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025, quando marcava 6,2%. É o menor resultado para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.
  • A população desocupada somou 6,1 milhões de pessoas, com estabilidade no trimestre e queda de 9,3% em 12 meses, o equivalente a menos 624 mil pessoas. A população ocupada chegou a 102,7 milhões, alta de 0,5% no trimestre e de 0,8% no ano. O grupo de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, de 39,3 milhões de pessoas, ficou estável nas duas comparações, enquanto o emprego no setor público cresceu 3,6% no trimestre, para 13,1 milhões de pessoas. Movimento oposto ocorreu entre os trabalhadores domésticos, que somam 5,4 milhões e tiveram redução de 328 mil postos em 12 meses, atribuída pelo IBGE à migração desse contingente para vagas formais e mais bem remuneradas em outros setores.
  • A taxa de subutilização, que reúne desocupados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados, recuou a 13,3%, ante 14,1% no trimestre anterior e 14,9% um ano antes, o menor nível da série. A informalidade também perdeu espaço, em 37,3% da população ocupada, contra 37,8% no mesmo trimestre de 2025. A próxima divulgação da pesquisa, referente ao trimestre encerrado em junho, está prevista para 30 de julho.

Banco Central publica dados balanço de pagamentos de maio

  • O Banco Central divulga hoje o balanço de pagamentos de maio. O Itaú projeta déficit em conta corrente de US$ 4,5 bilhões no mês, resultado de superávit de US$ 7,1 bilhões na balança comercial compensado por déficits de US$ 5,2 bilhões em serviços e US$ 6,4 bilhões em renda primária.
  • Em abril, o Banco Central registrou déficit de US$ 1,765 bilhão em conta corrente, com superávit comercial de US$ 9,707 bilhões parcialmente anulado por remessas maiores de lucros, dividendos e juros ao exterior. No acumulado em 12 meses até abril, o déficit somou US$ 64,333 bilhões, equivalente a 2,66% do PIB (Produto Interno Bruto). O padrão deve se repetir em maio: exportações robustas, mas saldo final menor por causa das contas de renda e serviços.
  • Para o ano, o Itaú projeta déficit em conta corrente entre US$ 66 bilhões e US$ 69 bilhões, próximo a 2,6% do PIB, com a balança comercial mais forte sem compensar integralmente as saídas de renda e serviços. O banco também identifica retomada do fluxo de capital estrangeiro para financiar o déficit, principalmente via investimentos em carteira.

Tesouro Nacional divulga hoje Relatório Mensal da Dívida

  • O Tesouro Nacional divulga hoje, o Relatório Mensal da Dívida (RMD) de maio, seguido de entrevista coletiva para detalhar os números. O mercado deve concentrar atenção na composição da dívida por indexador, no prazo médio dos títulos e no custo médio de financiamento, em um cenário de juros ainda elevados.
  • Em abril, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 8,798 trilhões, alta de 1,91% em relação a março, impulsionado por emissão bruta recorde de R$ 229,96 bilhões e emissão líquida de R$ 83,95 bilhões. O Tesouro também retomou captações no mercado europeu, com R$ 28,87 bilhões em títulos emitidos em euros, e ampliou a reserva de liquidez para R$ 1,091 trilhão, equivalente a 8,91 meses de cobertura de vencimentos.
  • Para maio, a expectativa é de continuidade desse padrão, com maior peso de títulos pós-fixados atrelados à Selic. O Plano Anual de Financiamento prevê estoque da DPF entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao final de 2026; com o patamar de abril em R$ 8,798 trilhões, a trajetória segue dentro do intervalo. O número de investidores ativos no Tesouro Direto, que somou 3,47 milhões em abril (alta de 16,36% em 12 meses), também deve ser destacado pelo Tesouro como indicador de ampliação do acesso aos títulos públicos.
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