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Dólar abre em baixa, a R$ 5,16, cedendo parte da alta na semana de juros

Expectativa de juros em alta nos Estados Unidos e dúvidas sobre política monetária no Brasil ampliaram incertezas de agentes econômicos. Maior parte dos diretores do Fed sinalizou risco de aumento das taxas no país. Já no Brasil, o Banco Central cortou a taxa básica Selic, mas admitiu piora dos riscos altistas para inflação, reduzindo espaço para novas reduções.

Avaliar se o Copom foi duro ou leniente exige olhar o nível do juro, que está estratosfericamente elevado. Cortar a partir de uma Selic de 14,5% é muito diferente de cortar a partir de 8%. Ainda assim, foi um movimento mais dovish: o Copom cortou, não anunciou interrupção e deixou a porta aberta para mais cortes em agosto. É o oposto do que fez o Fed, que retirou o viés de alívio e sinaliza eventual aperto. Paulo Gala, professor de economia da FGV-SP

No exterior, preço do petróleo ronda estabilidade, apesar de incertezas sobre assinatura do acordo de paz. A cotação do contrato do barril para o tipo Brent com entrega em agosto, referência internacional, subia 0,1% às 9h, para US$ 79,97, perto da menor cotação desde o fim de fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e Israel.

Negociações entre Estados Unidos e Irã previstas para hoje na Suíça foram canceladas. Cancelamento foi anunciado após a Casa Branca dizer que o vice-presidente JD Vanc, desistiu da viagem planejada para a Suíça. Por outro lado, o governo iraniano anunciou hoje que vai manter a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz sem cobrança de taxas pelos próximos 60 dias.

O ambiente global segue construtivo no curto prazo, mas com fragilidade estrutural relevante. A combinação de um cessar-fogo ainda condicional no Oriente Médio com um Federal Reserve mais hawkish muda o vetor de preços: o dólar volta a ganhar protagonismo e passa a neutralizar parcialmente o suporte que vinha das commodities. Alvaro Maia, economista na Stonex

Bolsa brasileira busca reação após cinco pregões de baixa. O Ibovespa cede quase 2% nesta semana, recuando a 168.277 pontos, menos patamar desde janeiro.

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