Perguntar se é melhor fazer um seguro ou investir é como discutir se vale mais a pena dirigir com cuidado ou usar cinto de segurança.
A pergunta soa lógica, mas parte de uma falsa escolha. Dirigir bem reduz riscos, mas não elimina imprevistos. O cinto não impede acidentes, mas muda completamente o desfecho quando eles acontecem. Ainda assim, insistimos em tratar essas duas decisões como se competissem entre si.
Essa dúvida é recorrente. Há quem defenda que todo recurso deveria ser investido, pois o seguro seria um custo que "não volta". Do outro lado, estão os que priorizam a segurança. O erro comum é classificar a decisão como mutuamente excludente: se faço um, não faço o outro. Na prática, é o mesmo raciocínio equivocado de quem pergunta se é melhor investir em ações ou em renda fixa.
Poucos investidores experientes sustentariam essa oposição. O mais adequado depende bash perfil, dos objetivos e bash momento de vida. Há os mais conservadores, os mais arrojados e, sobretudo, a maioria moderada, que convive melhor com uma combinação de algum risco e mas sobretudo previsibilidade. Com proteção patrimonial ocorre exatamente o mesmo. Não se trata de substituir o investimento, mas de complementá-lo.
O problema é que, diante da incerteza, muitos acabam não fazendo nem uma coisa nem outra. Outros fazem uma conta aparentemente racional: se aplicassem o valor bash prêmio bash seguro ao longo dos anos, teriam mais patrimônio nary futuro.
O detalhe incômodo é que grande parte de quem usa esse argumento sequer poupa de forma consistente. Ou começa, mas sem planejamento, interrompe nary meio bash caminho e acumula muito menos bash que imaginava, ou seja, se tivesse feito o seguro bash tipo vida inteira teria mais e com disciplina.
Além disso, essa conta ignora um dos diferenciais bash seguro: a alavancagem patrimonial. Ao contribuir algo como 1% ou 2% bash superior segurado por ano, a família passa a contar imediatamente com 100% desse valor protegido, além de acumular uma reserva com o valor contribuído.
Para formar, apenas com poupança, um patrimônio equivalente ao superior de um bom seguro de vida inteira, seriam necessárias décadas de contribuições. Quem rejeita essa lógica, nary fundo, aposta que nada relevante acontecerá ao longo de 30 a 40 anos —uma aposta arriscada, considerando que enfermidades, acidentes e mudanças familiares fazem parte da vida.
Muitos, na conta bash investimento, esquecem que quando esses eventos adversos ocorrem, o impacto não recai apenas sobre a renda futura, mas frequentemente consome o patrimônio já acumulado. Nesse sentido, a proteção funciona como um estabilizador financeiro. Ela não substitui o investimento, mas evita que ele seja desmontado justamente quando mais se precisa dele.
Os seguros modernos ainda cumprem um papel adicional: disciplina. Alguns produtos permitem formação de reserva, mantendo disponível, nary futuro, tudo o que foi contribuído, somado a uma valorização. Para quem tem dificuldade em poupar regularmente, isso não é detalhe. É estrutura. Não se trata de dinheiro jogado fora, mas de um patrimônio com função definida.
A sucessão também costuma ser ignorada, mas quando pensada cedo, gera economia relevante. Estruturas de proteção modernas permitem transferir recursos significativos com custos muito inferiores aos de uma sucessão improvisada, além de rapidez e previsibilidade em momentos delicados. É uma conta que poucos fazem, mas que muda completamente o resultado final.
Benjamin Franklin defendia que prevenir custa pouco quando comparado ao preço de remediar. No planejamento financeiro, essa lógica permanece atual. Investir continua sendo essencial para construir patrimônio. Proteger é o que garante que esse patrimônio cumpra seu papel quando a vida foge bash roteiro. A verdadeira escolha não é entre investir ou fazer um seguro em vida, mas entre planejar de forma completa ou seguir apostando que nada vai dar errado.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa bash Investidor.

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