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Flexrotor: drone salva-vidas da Airbus impressiona em testes no Brasil; veja

Um drone que pode salvar vidas — essa é a proposta do Flexrotor, novo equipamento da Airbus que promete atuar em missões de resgate, observação da vida selvagem e monitoramento ambiental. Com decolagem e pouso vertical (VTOL), ele chama a atenção por conseguir operar em espaços reduzidos, transportar até 8 kg de carga útil e resistir a climas extremos, inclusive no mar. Essas características, portanto, podem torná-lo uma ferramenta estratégica na busca por desaparecidos e até na resposta a desastres naturais.

O equipamento com autonomia de longo alcance foi apresentado no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro, em um evento fechado que teve a participação do TechTudo. Segundo a Airbus, o drone fortalece seu portfólio de tecnologias não tripuladas e foi testado em um cenário que simulava uma situação real de uso tático. Saiba mais a seguir.

Esse drone pode SALVAR a sua vida!

Esse drone pode SALVAR a sua vida!

O que é Flexrotor? Entenda os recursos do drone

O Flexrotor é uma aeronave não tripulada (UAS) de pequeno porte projetada para operações marítimas e terrestres. Um de seus principais recursos é o ISTAR — sigla em inglês para Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvos e Reconhecimento — que, segundo a Airbus, "oferece uma vantagem tática para operações militares e de fronteira, fornecendo inteligência precisa que melhora a tomada de decisões e impulsiona o sucesso da missão".

Com cerca de 25 kg de peso, o drone se destaca por ser resistente e conseguir carregar até 8 kg de carga útil. Ele funciona mesmo sob condições climáticas adversas e, por isso, além do uso militar, é indicado para operações de busca e salvamento, monitoramento ambiental, agricultura de precisão, mapeamento geológico e observação da vida selvagem.

Além do fato de operar tanto em terra quanto no mar, o Flexrotor tem capacidade de decolar e pousar na vertical (VTOL). Isto permite que o equipamento opere em áreas de difícil acesso ou que tenham espaços reduzidos, como navios sem convés de voo. A versatilidade, portanto, é um ponto positivo do drone.

Ao ser lançado após um deslizamento em uma área de mata fechada, por exemplo, ele pode localizar vítimas, cobrir grandes distâncias e até carregar equipamentos essenciais.

 Amanda Zola/TechTudo Flexrotor sendo controlado — Foto: Amanda Zola/TechTudo

Vale citar que o drone pode transmitir dados em tempo real, além de ser uma ferramenta útil para operações que exigem cobertura aérea contínua. Durante a demonstração no CAEx, por exemplo, foi possível acompanhar a estabilidade de voo e algumas das execuções de suas manobras automatizadas.

O Flexrotor foi adicionado ao portfólio de sistemas não tripulados da Airbus após a aquisição da Aerovel, empresa responsável pelo desenvolvimento original do drone, e aprimorado para atender a missões complexas e de resposta rápida, principalmente em locais remotos. Ele já é usado em outros países e está em fase de avaliação para futuras operações no Brasil.

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