A safra esperada para este ano e o recuo do dólar ante o real, que já supera os 6%, são dois fatores que podem desacelerar a inflação, na visão do governo. "Acredito que podemos ter boas novas no front inflacionário, se a política for bem conduzida, e com a safra, o comportamento do câmbio. Podemos ter surpresas agradáveis", reforçou o ministro.
Ao mesmo tempo, Haddad afirmou que a inflação em junho "provavelmente" ficará acima de 4,5%, como prevê o BC. Na ata do último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na terça-feira, o BC avaliou que a inflação acumulada em 12 meses deve seguir acima do teto da meta de inflação nos próximos seis meses — na prática, deve ficar acima de 4,5% pelo menos até junho.
A meta contínua de inflação perseguida pelo BC é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em dezembro — dado mais recente — a inflação acumulada medida pelo IPCA estava em 4,83%, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o ministro, é de se esperar que a inflação fique acima do teto da meta até o meio do ano porque existe um ?atraso? na resposta dos preços à elevação dos juros pelo BC.
Atualmente a taxa básica Selic está em 13,25% ao ano, mas tecnicamente o efeito dos juros mais altos sobre os preços possui defasagem de vários meses.
"Aqui no Brasil acredito que a resposta (da inflação) vai ser mais rápida. Acredito que possa ter uma acomodação mais rápida também", acrescentou, defendendo que a taxa de juros seja um remédio aplicado pelo BC numa dose que não mate o paciente.
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