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Juros altos ameaçam frear crescimento das indústrias de tecnologia

Se a indústria de alimentos cresce, inevitavelmente, vai precisar usar mais informática e telecomunicação.
Carlos Nazareth Marins, diretor do Inatel

Selic deve alcançar maior nível em 19 anos no primeiro semestre. Já antecipada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a terceira alta de 1 ponto percentual levará a taxa básica de juros a 14,25% ao ano em março. Sem indicativos de que a elevação será a última, o mercado financeiro projeta a taxa em 15% ao ano no mês de junho. Se confirmado, será o maior patamar da taxa Selic desde julho de 2006.

Juros mais altos inibem o consumo e o desenvolvimento. Sempre que o BC (Banco Central) decide aumentar a taxa Selic, o objetivo central está na desaceleração do consumo para conter a inflação. Com a menor intenção de compra e o crédito mais escasso, os vereditos do Copom tornam mais atrativos os investimentos e afastam o dinheiro do comércio, dos serviços e das linhas de produção.

Os produtos eletroeletrônicos e informáticos têm 90% dos insumos importados. Com o dólar mais alto, esses artigos ficam mais caros. No varejo, quem opta pelo financiamento absorve a alta dos preços pelo impacto cambial e por conta da taxa de juros.
Wilson Périco, representante do Sinaees

Ambiente fiscal também preocupa representantes do setor. O temor do mercado financeiro é compartilhado pela indústria, que vê o controle das contas públicas como determinante para interromper o ciclo de aumento dos juros. "Se nos preocuparmos com essa credibilidade e controle do déficit primário, o Brasil pode despontar como uma grande fábrica mundial", afirma Nazareth.

Teremos as tecnologias macro puxando a indústria para a frente e o cenário macro para trás.
Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multi

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