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Moraes enumera 13 "atos executórios" para condenação de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes elencou nesta terça-feira (9), durante a leitura do seu voto, 13 atos executórios que comprovam a existência da organização criminosa golpista e sua ação coordenada e planejada para tentar reverter os resultados das eleições, mantendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Relator da ação, Moraes foi o primeiro a votar na retomada do julgamento na sessão desta terça-feira (09). 

 Atos citados pelo ministro Alexandre de Moraes

 Utilização de órgãos públicos para o monitoramento de adversários políticos e execução da estratégia de atentar contra o Poder Judiciário, especialmente a Justiça Eleitoral; 

 Atos executórios públicos ainda em 2021, como lives e entrevistas com graves ameaças à Justiça Eleitoral e divulgação massiva de desinformação sobre as urnas; 

 7 de setembro de 2021: discurso do ex-presidente Bolsonaro em que houve emprego de "grave ameaça" na tentativa de restringir o exercício do Poder Judiciário; 

 Reunião ministerial de 5 de julho de 2022 em que o ex-presidente reafirma fraude no processo eleitoral e os possíveis cenários para uma tentativa de golpe, buscando a adesão dos ministros de Estado. O encontro incluiu o candidato a vice-presidente derrotado, Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas;

 Reunião com embaixadores, em 18 de julho de 2022, quando Bolsonaro chamou diplomatas de outros países para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro; 

 Bloqueios de rodovias pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições, em uma tentativa de impedir eleitores do Nordeste de acessar os locais de votação; 

 Utilização indevida da estrutura das Forças Armadas para elaboração do relatório de fiscalização do sistema eletrônico de votação, do Ministério da Defesa; 

 Atos executórios pós-eleição: incluiu diversos atos que ocorreram após o segundo turno. Entre eles, o monitoramento de autoridades, reuniões das forças especiais, os chamados 'kids pretos',  atos violentos em Brasília nos dias da diplomação do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin, além do atentado a bomba no aeroporto da capital; 

 Planejamento da Operação Punhal Verde e Amarelo e do Plano Copa 2022; 

 Atos executórios da Operação Punhal Verde Amarelo e outras ações, incluindo o monitoramento do presidente eleito e a apreensão de um discurso pós-golpe; 

 A minuta do Golpe de Estado e a apresentação do documento aos representantes das Forças Armadas; 

 Atos de 8 de Janeiro de 2023 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília; 

 Planejamento de um "gabinete de crise" que seria acionado após a consumação do golpe de Estado. 

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