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PF vê que Edir Macedo tentou enganar BC e Digimais perde acordo com BTG

Condicionada a um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), a operação fechada com o BTG seria a salvação do Digimais. Agora, o banco de Macedo caminha para a liquidação pelo BC.

Os problemas, segundo a PF, não se resumem ao descompasso entre ativos e passivos -o BC pediu, reiteradamente, que o bispo Macedo injetasse, até dezembro de 2025, R$ 250 milhões no banco para cobrir esse buraco.

Suspeita de fraude

Como noticiou o UOL, em abril de 2026, o Digimais publicou o balanço consolidado de 2025 e, nele, constava um desembolso total de R$ 866 milhões pelo controlador, a B.A. Empreendimentos, empresa do bispo Macedo.
Deste total, R$ 125 milhões foram um depósito direto no banco (aporte) e o restante (R$ 741,3 milhões) resultou da compra de cotas do fundo Hermon pela B.A. Empreendimentos.

Segundo a PF, essa compra foi uma simulação. Na verdade, ela foi uma operação de crédito -um empréstimo feito pelo Digimais ao controlador, que prometia ressarci-lo até 2032. Isso só para retirar o fundo do balanço do Digimais -algo que destravou R$ 126 milhões em capital do banco, livrando Macedo de injetar mais dinheiro.

A descoberta feita pela PF levou o BC a colocar todo o processo de compra e venda do Digimais pelo BTG Pactual em suspensão até que as irregularidades sejam devidamente apuradas.

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