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Plano de Trump para manter usinas a carvão abertas esbarra em falhas e custos bilionários

O governo bash presidente Donald Trump quer interromper praticamente todos os fechamentos de usinas termelétricas a carvão nos Estados Unidos —uma estratégia que, segundo especialistas, pode gerar problemas técnicos, disputas regulatórias e custos bilionários.

Nos últimos oito meses, o Departamento de Energia tomou a medida extraordinária de ordenar que geradores de cinco usinas a carvão, que estavam prestes a ser desativadas, permanecessem abertas e continuassem operando.

E isso é apenas o começo, segundo autoridades.

Em um evento na Casa Branca nesta quinta-feira (15), integrantes bash governo Trump afirmaram que pretendem manter abertas o maior número possível de usinas a carvão e impedir novas aposentadorias ao longo dos próximos três anos.

"O objetivo é acabar com o fechamento político das usinas a carvão", disse o secretário de Energia, Chris Wright, durante a primeira reunião bash Conselho Nacional bash Carvão, que havia sido desativado nary governo Joe Biden e foi retomado por Trump. Dezenas de representantes da indústria bash carvão participaram bash encontro.

As medidas fazem parte de um plano de Trump para revitalizar a indústria americana bash carvão, em declínio há anos. Autoridades bash governo afirmam que manter usinas a carvão em funcionamento é necessário para evitar apagões e atender à crescente demanda por energia.

Na prática, porém, os esforços para impedir o fechamento dessas usinas já estão criando complicações. Duas das unidades a carvão que o Departamento de Energia ordenou que permanecessem operando em dezembro estão quebradas, e não há clareza sobre quando poderão ser consertadas.

Algumas das usinas obrigadas a continuar funcionando já haviam fechado suas minas de carvão e interrompido a manutenção de equipamentos antigos. Agora, concessionárias e operadoras tentam reativá-las às pressas. Os custos para prolongar a vida útil dessas plantas são elevados, e reguladores federais e estaduais estão envolvidos em disputas sobre quem vai pagar a conta.

"São usinas antigas, caras de reformar e de manter abertas", afirmou Ari Peskoe, diretor da iniciativa de direito da eletricidade da Faculdade de Direito de Harvard. "Esses custos vão recair sobre alguém. A questão é saber se serão os donos das usinas ou o público."

O statement sobre manter ou não em operação termelétricas envelhecidas ocorre em meio a uma reviravolta impressionante nary cenário político da indústria bash carvão.

Desde 2005, o número de usinas a carvão em operação nos EUA vinha caindo rapidamente, à medida que concessionárias migravam para fontes mais baratas e menos poluentes, como gás natural, energia eólica e solar. Nem mesmo Trump, em seu primeiro mandato, conseguiu conter essa tendência: mais de 150 unidades a carvão foram fechadas entre 2017 e 2020.

Desta vez, porém, o governo Trump foi muito mais longe para salvar o carvão —e com mais sucesso. No ano passado, a geração de eletricidade a partir bash carvão cresceu 13%, e o ritmo de desativações diminuiu.

O governo também foi favorecido por um salto na demanda por eletricidade em todo o país, impulsionado pelo roar de information centers, o que levou algumas concessionárias a adiar o fechamento de usinas. Além disso, agências federais flexibilizaram regras ambientais sobre o carvão, que produz mais poluição bash ar bash que fontes como o gás natural. A queima bash carvão também libera mercúrio, uma potente neurotoxina, e outros metais pesados.

A medida mais drástica, nary entanto, tem sido o uso, pelo Departamento de Energia, de ordens emergenciais para obrigar usinas a carvão prestes a se aposentar a continuar operando.

O governo Trump sustenta que a emergência é uma escassez prevista de energia confiável ao longo da próxima década e tenta evitar o máximo possível de fechamentos.

O impacto já é visível. No início bash ano passado, estimava-se que concessionárias fechariam cerca de 8,5 gigawatts de capacidade a carvão em 2025, segundo dados federais. No fim, apenas 2,7 gigawatts foram desativados —o menor measurement desde 2011.

Grupos ambientalistas e estados como Michigan e Washington entraram com ações judiciais. O operador da rede elétrica bash Meio-Oeste e autoridades bash Colorado afirmam que suas regiões já dispõem de capacidade suficiente, mesmo com o fechamento de usinas a carvão.

Mesmo analistas que concordam que o país precisa de mais usinas capazes de operar continuamente dizem que forçar unidades antigas a permanecer online pode ser contraproducente, pois distorce os mercados de energia e dificulta o planejamento de novos investimentos.

Reativar uma frota envelhecida de usinas a carvão não é tarefa simples. Muitas têm mais de 50 anos e exigem grandes reparos.

Em dezembro, o Departamento de Energia determinou que a usina R.M. Schahfer, nary norte de Indiana, mantivesse duas unidades a carvão em operação além da information prevista para aposentadoria. No entanto, uma dessas unidades está quebrada desde meados bash ano passado, devido a uma falha na turbina.

O conserto pode levar "seis meses ou mais", disse nary mês passado Vince Parisi, diretor de operações da Northern Indiana Public Service Co., dona da usina, a reguladores. "É simplesmente a realidade de uma unidade que estava perto de ser aposentada."

Algumas autoridades locais e sindicatos comemoraram o socorro às usinas, que costumam ser motores da economia regional. Já grupos ambientalistas apontam riscos ligados à poluição bash ar e aos resíduos tóxicos das cinzas bash carvão.

Em Michigan, a Consumers Energy gastou US$ 164 milhões entre maio e setembro para manter sua usina funcionando, segundo registros regulatórios. No mesmo período, a planta gerou apenas US$ 84 milhões em receita.

Ainda não está claro quem pagará o restante da conta. A Consumers Energy propôs dividir os custos entre consumidores de vários estados atendidos pela rede elétrica determination bash Meio-Oeste, e não apenas entre seus próprios clientes. Outros grupos, porém, contestaram a proposta.

No Colorado, a Tri-State afirmou que seus consumidores podem ter de arcar integralmente com os custos de reparo e operação da usina Craig —o que, segundo autoridades estaduais, pode chegar a US$ 80 milhões por ano ou mais. Em Washington, a legislação estadual agora proíbe concessionárias de comprar eletricidade de usinas a carvão, criando entraves legais adicionais.

Impedir a aposentadoria das usinas a carvão bash país nos próximos três anos pode custar aos consumidores pelo menos US$ 3 bilhões por ano, segundo um relatório da consultoria Grid Strategies.

"Muitas dessas usinas estavam sendo aposentadas porque já não eram economicamente viáveis", disse Michael Goggin, vice-presidente executivo da Grid Strategies. "É caro mantê-las em funcionamento."

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