Tipo de operação faz toda diferença
Entre as dez aeronaves mais envolvidas em acidentes no período, quatro são agrícolas. Entretanto, a análise fria dos números pode levar a conclusões equivocadas sobre falhas de segurança ou vulnerabilidade do projeto da aeronave, de acordo com Enio Beal Jr., piloto da aviação executiva e sócio da Jinkout Business Aviation.
"O problema não é o tipo de avião, mas, sim, o da operação. Voos a baixa altura, manobras constantes, proximidade com obstáculos —tudo exigido pela missão que executam, são desafios diários para os pilotos agrícolas", afirma Beal.
Segundo o piloto, há uma elevada quantidade de variáveis envolvendo os acidentes. Desde manutenção adequada, treinamento dos pilotos, respeito às regras e limites, tipo de operação, entre outras. "Dois aviões idênticos podem voar com riscos completamente distintos", afirma o consultor.
Ele ainda faz uma analogia com a aviação militar: em um cenário de guerra, tendem a cair mais aviões militares do que comerciais, justamente por estes estarem mais expostos a riscos e terem suas operações em maior número.
No caso do Ipanema, esse é o avião com o maior número de exemplares no país, chegando a 1.346 unidades, em um total de 2.539 aeronaves agrícolas no país em 2023 segundo o Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola). Com isso, há mais chances de um deles se envolver em um acidente, justamente pela quantidade em operação, do que outros aviões com menos presença no mercado.

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11 meses atrás
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