Salvar senhas em navegadores, como Chrome , Firefox e Microsoft Edge, facilita o dia a dia de muitos usuários, mas pode colocar informações em risco. A falta de autenticação de dois fatores e até a sincronização de dados entre aparelhos pode expor senhas sem o usuário perceber. Falhas de segurança no armazenamento dessas informações são o cenário perfeito para invasores e malwares. Gerenciadores de senhas dedicados são opções mais seguras, já que oferecem criptografia avançada e recursos de proteção extras. A seguir, veja 5 motivos para não salvar senhas no navegador.
5 motivos para não salvar senhas no navegador — Foto: Reprodução/Pexels/indra projects Diferença entre salvar senhas no navegador e usar um gerenciador dedicado
Salvar senhas diretamente no navegador pode parecer uma solução prática, já que ele preenche automaticamente os campos de login, tornando o acesso a sites mais rápido. No entanto, essa facilidade traz alguns riscos. Muitos navegadores não verificam se suas senhas são fortes e não oferecem proteções avançadas. Isso significa que, caso alguém consiga acessar seu computador ou caso você utilize o navegador em dispositivos públicos ou inseguros, as senhas ficam facilmente expostas.
Por outro lado, os gerenciadores de senhas dedicados, como 1Password, LastPass e Bitwarden usam criptografia de ponta a ponta, o que significa que as senhas são protegidas durante todo o processo, desde o momento em que são armazenadas até o momento em que você as acessa. Dessa forma, mesmo que alguém consiga acessar os dados armazenados, não conseguirá visualizar os códigos de segurança.
Os gerenciadores de senhas exigem o uso de uma senha mestra para acessar informações e podem oferecer autenticação multifatorial. Esse recurso adiciona uma camada extra de proteção ao pedir que o usuário forneça uma segunda forma de verificação, como um código enviado para o celular ou a leitura da impressão digital. Essa estratégia dificulta mais o acesso não autorizado. Esses programas também ajudam a criar senhas fortes e únicas para cada site, reduzindo o risco de comprometer suas contas. A seguir, confira 5 motivos para não salvar suas senhas diretamente no navegador.
Motivos para não salvar senhas no navegador
1. Sincronização pode expor senhas em todos os dispositivos
A sincronização de senhas no navegador pode expor credenciais se um dispositivo for comprometido — Foto: Reprodução/Freepik Embora a sincronização de senhas entre dispositivos seja conveniente, ela aumenta o risco de acesso não autorizado. Ao ativar essa função no navegador, as senhas são compartilhadas entre todos os dispositivos nos quais você está logado. Isso significa que, se um aparelho for comprometido, suas senhas ficam expostas em outros dispositivos conectados à mesma conta. Ou seja, a facilidade de acessar dados em várias plataformas — como notebooks, tablets e smartphones — também cria uma vulnerabilidade, já que mais pontos de acesso aumentam as chances de exposição das informações.
Além disso, os gerenciadores de senhas do navegador costumam usar armazenamento online para manter tudo sincronizado. Esse método pode ser menos seguro do que os gerenciadores de senhas dedicados que oferecem armazenamento local ou criptografia avançada. Para proteger dados, é recomendável limitar a sincronização a poucos dispositivos e optar por soluções de armazenamento mais seguras sempre que possível.
2. Compartilhar o navegador é compartilhar suas senhas
Salvar senhas no navegador permite que outra pessoa acesse suas contas ao usar seu dispositivo — Foto: Nathana Rebouças/Unsplash Quando você salva senhas no navegador e empresta o computador ou celular para outra pessoa, mesmo que por pouco tempo, está permitido que ela acesse as contas. Isso acontece porque o navegador costuma preencher automaticamente os dados de login, sem pedir confirmação. Ou seja, quem estiver usando o dispositivo consegue entrar em redes sociais, e-mails e outros serviços com somente um clique, sem precisar saber senhas. Se você não monitorar o uso do dispositivo, corre o risco das informações serem acessadas sem consentimento.
Além disso, esse risco não se limita somente a pessoas próximas. Caso um invasor acesse o dispositivo remotamente, ele visualiza ou até extrai todas as senhas armazenadas no navegador. Como essas senhas estão vinculadas ao perfil de usuário, quem tiver acesso a ele — local ou remotamente — terá, na prática, acesso às suas contas. Por isso, é importante evitar armazenar senhas no navegador e optar por ferramentas mais seguras, como gerenciadores de senhas, que exigem autenticação para liberar o acesso às informações.
3. Concentração de dados facilita invasões
Salvar todas as senhas no navegador pode parecer prático, mas transforma o navegador em um banco de dados e em um alvo atraente para invasores. Além das senhas, os navegadores costumam armazenar muitas informações pessoais, como histórico de navegação, números de telefone, endereços e até dados de pagamento. Com tudo reunido em um só lugar, basta uma brecha de segurança para que um cibercriminoso tenha acesso a vários dados sensíveis de uma só vez. Em muitos casos, o usuário não sabe sobre a invasão.
4. Falta de autenticação multifatorial compromete a segurança
Os gerenciadores de senha dos navegadores não oferecem autenticação multifatorial — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A maioria dos navegadores não tem autenticação de dois fatores (ou MFA, na sigla em inglês) como padrão, deixando suas senhas mais expostas. Mesmo que estejam criptografadas, ficam armazenadas em locais que hackers experientes sabem exatamente onde encontrar. Uma vez que um invasor acesse o sistema, é possível usar técnicas como o despejo de credenciais (em inglês, “credential dumping”) para extrair todas as informações salvas no navegador.
Já a autenticação multifatorial adiciona uma camada extra de proteção e exige uma segunda forma de verificação, como um código enviado para o celular ou uma impressão digital. Esse processo dificulta bastante o acesso de pessoas não autorizadas, mesmo que já tenham sua senha. Ao contrário dos navegadores, gerenciadores de senhas confiáveis já oferecem esse recurso integrado.
5. Navegadores são alvos comuns de malware
Os navegadores estão mais expostos a ameaças de malware — Foto: Shutterstock Navegadores são um dos principais alvos de cibercriminosos, justamente porque armazenam muitas informações importantes, como senhas, histórico e dados pessoais. Malwares especializados, como os ladrões de senhas, são projetados para invadir o sistema, vasculhar os arquivos do navegador e encontrar as credenciais salvas. Muitas vezes, conseguem descriptografar as senhas e enviá-las diretamente para os servidores dos invasores. Isso acontece silenciosamente, sem que o usuário perceba que suas informações estão sendo roubadas.
Outro método comum é o sequestro de navegador (em inglês, "browser hijacking"), que altera configurações sem permissão. Esse tipo de malware redireciona o usuário para sites falsos, instala extensões maliciosas e coleta informações por meio de cookies ou barras de ferramentas suspeitas. Isso facilita o roubo de dados, incluindo as credenciais de login.
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8 meses atrás
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