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Se 1/3 da população não é Lula nem Flávio, por que a terceira via não emplaca?

Até o Gilberto Kassab foi surpreendido com a desistência de Ratinho Jr. de disputar a Presidência da República. Se a pessoa que é considerada o oráculo da política é pega assim de calça curta, qual é a chance real de termos uma terceira via na eleição?

O que dá pra dizer é que, se já estava difícil romper o Fla-Flu entre Lula e os Bolsonaros com o Ratinho, que era o nome mais viável nas pesquisas, agora ficou bem pior. Sobraram duas opções para o PSD escolher: os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

E aí começam os problemas. Primeiro, dá mesmo pra chamar de terceira via, ou de candidatura de centro? o Kassab, aliás, prefere um outro termo, a melhor via.

Seja qual for a nomenclatura, está claro que sendo o Caiado o candidato, o campo da direita ficará ainda mais congestionado.

Ele é um representante daquela direita raiz, sem muito verniz ou modernidades. Despontou na política como uma liderança do agronegócio nos anos 80, e tem no discurso duro sobre segurança sua maior bandeira.

Na prática, seria uma espécie de linha auxiliar do bolsonarismo, e até poderia fazer os ataques mais pesados a Lula e ao Supremo, deixando Flávio com uma imagem um pouco mais moderada.

Jä Eduardo Leite teria mais condições de se apresentar como alguém de centro, mas ele não tem uma marca muito forte, e é difícil imaginar que cavaria um espaço dentro de uma eleição tão polarizada.

Temos ainda como candidatos declarados Romeu Zema, do Novo, Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, e Renan Santos, do Missão, o partido do MBL

Dos três, há mais dúvidas sobre Zema, que pode ser vice de Flávio ou nem concorrer.

As pesquisas divulgadas até aqui mostram que essa terceira via, melhor via ou candidatura de centro não chega a 10%, isso somando todos os nomes colocados.

E por que isso acontece, se pelo menos 30% do eleitorado não é nem Lula, nem Bolsonaro? Esse terço do eleitorado meio órfão não poderia turbinar uma alternativa à polarização?

O problema nesse caso, com dizem todos os marqueteiros e analistas, é que a eleição não é apenas sobre esperança no futuro, mas também sobre medo. Quem não morre de amores pelo Lula, mas rejeita muito o Flávio, acaba votando no petista, e vice-versa.

É por isso que caminhamos, mais uma vez, pra uma eleição com dois protagonistas, e um punhado de atores coadjuvantes.

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