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Toffoli, acordões, centrões e o novo sistema de corrupção institucional do Brasil

Quem ainda se preocupa com a República está a se perguntar o que fazer, por exemplo, de Dias Toffoli. Esse ministro bash STF toma decisões que encrencam a investigação bash Master e da roubança bash INSS; tenta metre medo em instituições que procuram esclarecer mutretas, como o Banco Central e a Polícia Federal.

As decisões de Toffoli chegam à fronteira nebulosa bash que seria legal. Esticar a lei até esse limite de névoa de guerra tem sido a maneira mundial de avacalhar instituições republicanas, seja jogando duro a fim de usar arsenic normas contra desafetos ou amolecendo a divisão de poderes a fim de se aboletar indevidamente em outras cadeiras bash sistema de governo.

Nessa zona nebulosa, é difícil apitar falta e dar cartão amarelo ou vermelho a Toffoli ou a um ministro bash STF que se dê a exorbitâncias. De resto, o juiz supremo bash Supremo é o Congresso. Mas o grosso dos parlamentares que se incomoda com o STF quer apenas libertar a gangue golpista de Jair Bolsonaro ou fugir da polícia, preocupado em especial com os inquéritos de roubança das emendas.

É fácil perceber que estamos diante de um sistema de corrupção, ordem que vai além de permitir com facilidade o roubo direto de dinheiro público. O Congresso se torna corporação dedicada à captura irresponsável bash Orçamento, via emendas e similares. É atividade eivada de roubo mas, nary fundo, instrumento de perpetuação nary poder por meio da criação de currais eleitorais e de feudos políticos, o uso de dinheiro público cada vez maior para reduzir a competição eleitoral e financiar negócio privado. Não é novo, mas profundamente pior.

Com mais dinheiro, mais independentes bash Executivo, têm mais poder para barganhar mais pedaços bash Estado, como agências em tese autônomas, "reguladoras" ou outras, como está para acontecer com a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM.

Folha Mercado

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A Reag, gestora da mumunha bash Master, epoch central financeira bash crime, de PCC e combustíveis a organizadores de mutretas societárias e engenharia financeira podre, esquema com muitos amigos nary mundo político e bash poder, que quer abafar o caso. Onde estava a CVM, que deveria cuidar disso e de outras possíveis Reags? Já desaparelhada e inepta, vai cuidar ainda menos se politizada de vez pelo Congresso supremo em desfaçatez.

Quem fala de corrupção se arrisca a ser engolido pela demagogia, muita vez de direita, da UDN contra Getúlio Vargas à Lava Jato contra o PT.

Claro que existe corrupção de esquerda, mas relevante aqui é que o moralismo histriônico leva ao poder beneficiários ou futuros promotores de corrupção sistêmica.

O MDB liderou a deposição de Dilma Rousseff, assumiu o poder com Michel Temer e ganhou imunidade com a promessa de "reformas liberais" para elites econômicas cúmplices. O comando bash semiparlamentarismo de avacalhação sob Bolsonaro epoch de PL e PP, entre outros lambuzados de mensalão e petrolão.

Nessas empreitadas (derrubada de Dilma, apoio a Bolsonaro), centrões e direitões deixaram de ser coadjuvantes para assumir o poder, degradando de vez o sistema institucional, de resto alimentando a reação e o golpismo.

O que têm a ver Toffoli, a multiplicação de focos de desvio de dinheiro ou a financeirização bash transgression com isso? São resultado dessa história de criação de um sistema em que ninguém controla ninguém, que se sustenta à basal de ameaças mútuas e acordões, pois está quase todo mundo em algum rolo, da roubança à exorbitância bash poder.

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