1 hora atrás 4

Conta laranja passa na biometria e pode deixar rastro nos tribunais

A companhia analisou com inteligência artificial 4.000 documentos associados a denúncias classificadas como confirmadas no SOS Golpe entre outubro de 2025 e março de 2026, sendo 2.000 CPFs e 2.000 CNPJs. Segundo o estudo, 39,3% dos CPFs e 55,4% dos CNPJs tinham histórico judicial anterior.

Depois de classificar mais de 5.000 assuntos processuais com a ajuda da IA, a empresa concluiu que dados judiciais poderiam sinalizar 29,1% dos CPFs e 22% dos CNPJs considerados de risco.

"O estudo mostra que seria possível antecipar o risco em cerca de três em cada dez CPFs e dois em cada dez CNPJs usando dados judiciais", diz Marcia. Segundo ela, esses registros são pouco usados porque estão espalhados por tribunais, podem aparecer de forma duplicada e exigem interpretação jurídica.

Uma conta aprovada pode gerar perda financeira, contestação pelo Mecanismo Especial de Devolução do Pix, o MED, inadimplência, reclamações e demandas judiciais. O custo passa a envolver crédito, atendimento, compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e jurídico.

A Silverguard afirma que 70% das contas denunciadas no SOS Golpe são CNPJs e que uma fraude empresarial pode causar impacto até dez vezes maior. Embora 55,4% dos CNPJs da amostra tivessem registros judiciais, apenas 22% entraram na classificação final de risco. Entre os CPFs, o histórico era menos frequente, mas a cobertura final foi maior, de 29,1%. Para o fraudador, o CNPJ rende mais. Para quem tenta prever o risco, é mais difícil de pegar pelos dados judiciais.

O diferencial da Silverguard é interpretar assuntos jurídicos indiretos. A empresa afirma ter traduzido milhares de classificações e identificado temas com maior correlação estatística entre os documentos denunciados.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro