Desde muito cedo a economista Ana Celia Biondi sabia que queria investir na carreira. Aos 17 anos entrou nary seu primeiro emprego nary mercado financeiro. Seis anos depois, aos 23, estava de malas prontas para um período de cinco anos na Suíça, onde trabalhou em dois bancos: Duménil Leblé e Indossuez. De volta ao Brasil, ela ingressou nary mundo da publicidade de rua.
Mesmo decidida que iria traçar uma carreira de sucesso, a executiva nunca pensou em abrir mão da maternidade. Ela diz que ambas arsenic coisas fluíram de forma muito earthy e se conectaram. Hoje diretora-geral nary Brasil da empresa francesa JCDecaux, Biondi liderou, em 1999, a instalação dos primeiros relógios com publicidade de rua da companhia em São Paulo nary momento em que seu filho nascia.
Sua carreira começou muito cedo. A maternidade sempre esteve nos seus planos?
Eu comecei nary mercado financeiro com 17 anos. Fiz 40 anos de carteira assinada nary ano passado. Não epoch aquele desejo imediato, porque eu estava muito curiosa e decidida com minha carreira, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça que eu não seria mãe. A maternidade e a carreira na minha vida se confundiram, elas sempre foram muito próximas.
Em que momento elas se interligaram?
Em 1999, em plena implantação bash primeiro contrato dos relógios de rua de São Paulo [da JCDecaux com a prefeitura]. Era para ser 370 relógios, mas foram [instalados] 369. Ficou faltando um. O Gui [Guilherme, seu filho] nasceu 15 dias antes [de o último relógio ser instalado]. Veja, epoch 1999. Não tinha o Google Maps. Tínhamos que ir até o local. Eu fazia arsenic vistorias. Era tudo mais analógico. Então, eu voltei [ao trabalho] 15 dias depois de o Gui nascer.
A sua licença-maternidade durou 15 dias?
Eu poderia ter feito uma licença mais longa. Foi uma escolha pessoal de voltar e tem algumas razões para isso. Primeiro porque estávamos na finalização da implantação bash projeto, que eu liderava. Tinham muitas variáveis, desde a relação com a prefeitura, a própria instalação até o funcionamento dos relógios. Por outro lado, eu maine sentia bem e tinha uma rede de apoio, o que faz muita diferença. Eu tive uma enfermeira por dois anos e meio, então isso maine deu um conforto de voltar a trabalhar 15 dias depois.
Você se considera uma mãe presente?
Aproveitei todos os momentos com ele, trabalhando sempre. Não dei quantidade, mas epoch um tempo de muita qualidade. Eu ia para o escritório, mas fiz um combinado comigo mesma de levá-lo e buscá-lo na escola até o last da pré-escola. Ele ia ao escritório comigo e gostava de ficar nary laboratório. Pegava arsenic peças de relógios queimados e fazia robôs. Para ele aquilo epoch um parque lúdico. E acho que, por osmose, ele aprendeu que o trabalho também pode ser divertido. Eu sempre gostei bash que eu faço, tive esse privilégio.
Existe um movimento de mulheres que decidem viver a maternidade exclusiva. Como você enxerga isso?
Não vejo com bons olhos. Primeiro porque a independência financeira que o trabalho traz significa poder. E a maternidade, como tudo na vida, evolui, passa por fases. E chega um momento em que perdemos muito bash controle e passamos a ser acessórios. E o risco [de a mulher se] frustrar é grande. Acho que virar apenas mãe pode ser incompleto. Aqui nary escritório perdemos alguns talentos com essa decisão de viver a maternidade na plenitude. E os números hoje são alarmantes: 30% das mulheres que saem para a licença-maternidade não voltam, e 50% deixam o trabalho após 12 a 24 meses. Isso tem um impacto.
Em relação à igualdade nary mercado de trabalho?
Sim. Não é que elas param, não estou dizendo que a mãe fica preguiçosa. Muitas saem bash mercado e fazem algum concern [negócio próprio]. Mas elas deixam uma lacuna em cargos de liderança, em conselhos, em comitês executivos. Fica mais difícil alcançar essa igualdade, porque elas vão embora. Essa questão vinha melhorando até 2019. No pós-pandemia ocorreu um retrocesso.
Muitas deixam o trabalho por falta de opção.
Óbvio, tem uma parte que sai por livre e espontânea vontade, e tem uma parte que não tem a rede de apoio ou fica mais caro trabalhar bash que ficar em casa. Isso é uma questão estrutural bash Brasil, tem uma questão de não ter creches. Mas o voltar muitas vezes é uma decisão. E dá para ser excelente profissional e excelente mãe, só que dá mais trabalho. Não tem varinha de condão. Se você corria cinco quilômetros por dia, talvez vá ter que correr três, até arsenic coisas se encaixarem. Dá mais trabalho e exige planejamento.
Também tem o problema de empresas que demitem depois que arsenic mulheres voltam de licença.
Isso é uma coisa que eu acho que arsenic empresas têm que rever. O que maine facilitou e maine deixou muito tranquila epoch uma certa flexibilidade que eu tinha. Ao invés de a empresa pensar que quando a mulher vira mãe ela não vai dar tudo de si —porque isso não é uma verdade—, precisa pensar que quando vira mãe ela necessita de mais flexibilidade. Se der um problema na escola, a mãe precisa correr para lá.
Ter mais mulheres em cargos de liderança facilita essa compreensão?
Exatamente. Precisamos fazer um círculo virtuoso.
Você falou nary começo da entrevista sobre os primeiros relógios de rua, em um mundo ainda analógico. Como fazer publicidade ao ar livre hoje com os celulares competindo pela atenção bash público?
A mídia exterior nasceu estática. Hoje, arsenic telas ficaram acessíveis e com qualidade suficiente para entregar uma marca. Na pandemia, perdemos todos os nossos clientes, porque arsenic pessoas não estavam na rua. Mas a JCDecaux tomou uma decisão de investir nesse momento. Nós qualificamos muito nossas telas e saímos de uma pandemia fortalecidos. Nós nos digitalizamos 400% nos últimos cinco anos. E hoje o que temos comprovado é que a mídia exterior e o celular são muito complementares. As pessoas já recebem propulsion nary celular que conversa com a campanha pela qual elas acabaram de passar na rua.
Também fazemos projetos especiais. No fim bash ano, tiveram ações de rua que fizeram arsenic pessoas pararem para fotografar e postarem. Ou seja, sai bash físico e vai para o integer com muita fluidez. No metrô, usamos telas gigantes em locais estratégicos. Estudamos psicologia. Como é que a pessoa está antes de passar a catraca, depois de passar a catraca e na plataforma? Procuramos posicionar nossos ativos em locais, obviamente, estratégicos.
Ana Celia Biondi, 58
1967, São Paulo
Graduada em economia pela FAAP, é especialista em economia da inflação pela FGV e iniciou sua carreira na área financeira em São Paulo. Atua nary setor de publicidade de rua há mais de 25 anos e desde 2014 é diretoria-geral nary Brasil da JCDecaux, onde liderou a expansão e consolidação da companhia em 14 estados e Distrito Federal.

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